Apocalipse (06) – Ap 4.1-11

4.1-3 – A Visão do Trono de Deus
Depois da visão do Cristo exaltado que cuida e protege a igreja, começa a revelação do que acontecerá depois disto, ou seja, a vinda do Reino de Deus.
Para sabermos o que vem depois da graça e do amor de Deus, precisamos olhar para a glória dos céus. E é para lá que João é conduzido, a fim de conhecer o reino e o poder de Deus que está acima de tudo e de todos e de como este poder se manifestará salvador aos fiéis e condenador aos infiéis.
João tem acesso à glória de Deus e quem mostra esta glória é a mesma voz como de trombeta que havia conduzido João na primeira visão (1.1). João “sobe” aos céus “em espírito”. João é “arrebatado” desta terra e conduzido até aos céus para conhecer coisas que irão acontecer.
A primeira coisa que João vê é um trono e nele alguém sentado. O trono no céu designa o infinito poder, governo e domínio daquele que nele está assentado. O estado de estar sentado caracteriza o exercício infinito de poder e domínio sobre todo o universo.
A forma assumida por aquele que está assentado no trono é igual a uma pedra de jaspe e sardônio, rodeado por um arco-íris com aspecto de esmeralda. Percebemos que a forma descrita não é de uma feição humana, mas de um poder e glória inigualável à condição humana. A pedra jaspe, quando iluminada, assume um colorido especial como sendo um diamante. Ela reflete as cores azul, verde e púrpura. O sardônio é da cor vermelha. Ambas as pedras fazem parte do trono celestial e nos fazem pensar na majestade de Deus e no juízo de Deus.
Mas ao redor daquele que está assentado, há um arco-íris, que só tem uma cor: verde. A cor verde nos lembra esperança e o arco-íris nos faz lembrar da aliança de Deus com Noé, aliança de graça, porque Deus não esquece daqueles que pertencem à sua aliança.

4.4-11 A multidão ao redor do trono
Junto com aquele que está assentado no trono há 24 anciãos que participam no reinado, sentados em tronos menores. O número 24 nos lembra o dobro dos eleitos: são os eleitos do Antigo Testamento e os eleitos do Novo Testamento. O número representa a totalidade daqueles que foram salvos, tendo o fundamento ao centro.
A vestimenta branca simboliza a santidade de seu ofício e a coroa de ouro indica a realeza, dignidade e glória do ministério. Tanto para João como para nós, há um grande consolo nesta visão: mesmo sendo perseguidos (no caso de João, banido pelo império romano) pelo pecado e suas desgraças, seremos mais que vitoriosos com Cristo, pois estaremos assentados ao seu redor com poder e glória.
Acompanha a manifestação da glória de Deus relâmpagos, vozes e trovões, indicando o poder e a majestade de Deus. As sete tochas, que são os sete espíritos nos lembram a ação do Espírito Santo em meio aos cristãos.
A pureza do trono também está manifesta no mar como de cristal. O mar é celestial.
Mas há mais coisa ao redor do trono: quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás. O número quatro corresponde aos quatro cantos da terra e a forma com que cada um assume também caracteriza a criação como um todo. O ser semelhante ao leão representa o reino dos animais selvagens; o ser semelhante ao novilho representa o reino dos animais domésticos; o ser semelhante ao homem representa as criaturas humanas; e, o ser semelhante à águia quando está voando representa o mundo dos pássaros.
Os olhos, que estão direcionados para todos os lados, representam a onipresença de Deus, pois para Deus nada pode estar escondido ou encoberto.
As seis asas representam a rapidez em que a vontade de Deus é executada em todo o mundo.
Estes quatro seres viventes proclamam a glória do Deus Triúno, que está acima de tudo e de todos; por isso ele é Todo Poderoso.
No momento de adoração e culto dos quatro seres viventes, os vinte e quatro anciãos também participam do culto destinado para o que está assentado no trono, o criador de todas as coisas.
Este culto que inicia no v. 11 continua no capítulo 5. A primeira manifestação diz respeito ao poder criador de Deus. Isto nos leva ao primeiro momento de ação de Deus em favor da humanidade: a história da criação no Gênesis. Deus toma a iniciativa de criar e organizar tudo. E aqueles que estão ao redor do trono de Deus sabem muito bem disso.
Diz Rottmann: “Esta é uma das mais fortes e claras passagens da Bíblia sobre a criação de Deus, derrubando todas as teorias humanas de qualquer evolução ou autocriação das coisas do mundo. O universo não é fruto de um ridículo ‘acaso’. Ele é inteiramente produto da vontade criadora de Deus, vontade essa tão poderosa que uma simples expressão dela foi suficiente: “Haja…’ – ‘e houve’ – sem qualquer dúvida, sem qualquer hesitação. Sim, este último versículo do capítulo sobre a grande visão do trono nos leva ao primeiro versículo da Bíblia: “Deus criou’, em Gn 1.1, significa nada mais e nada menos do que: Deus criou tudo do nada, só por sua santa vontade! (p.148)

(Rev. Clóvis Prunzel)
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