Apocalipse (05) – Ap 2.18-3.22

Ap 2.18-29 – A carta à Igreja de Tiatira
Sobre a igreja de Tiatira, não temos muitas informações além do que está escrito nesta carta. A menor igreja recebe a carta maior de João.
O tema da carta aparece no início da carta, quando João descreve a mensagem que vem do Filho de Deus que tem olhos de fogo e pés de bronze. Os olhos de fogo nos fazem pensar na onisciência de Jesus, que conhece a tudo, e os pés de bronze polido no julgamento, onde Jesus queima e destrói o pecado. A esta onisciência que a igreja deve estar consciente, pois de Jesus nada escada, sejam as coisas boas, sejam as coisas más.
A princípio, a igreja é louvada com suas obras, pois cresceram na prática cristã, aumentaram em número suas ações. Mas tem um porém. Este porém (vv. 20-23) demonstra que as obras, mesmo em número, não estavam baseadas na Palavra de Deus, pois os meus servos, indicando quase toda a igreja, seguem a mulher Jezabel.
Ao estudarmos a história do Antigo Testamento, percebemos que Jezabel é aquela que seduziu Israel, desviando-o do caminho de Deus, com seu falso culto ao deus Baal. A Jezabel de Tiatira é igual: ela ensina e seduz muitos a se afastarem de Deus com a prostituição e a comida aos ídolos. E destes atos, a mensagem de lei é anuncia à igreja e se ela não se arrepender, virá sobre ela grande tribulação. O Senhor que conhece a tudo e a todos fará justiça, destruindo o pecado com sua ira e com braço firme, pois não tolera o pecado e a injustiça.
Mas para aqueles que perseverarem até o fim, não se agarrando ao pecado, este terá nas suas mãos a autoridade sobre todas as coisas. O reinado de Cristo estende-se também aos cristãos, e será em glória e poder eternos, pois somente os cristãos poderão viver ao lado de Deus nos céus, por causa de Cristo, a estrela da manhã (v.28).

Ap 3.1-6 – A carta à Igreja de Sardes
As cartas destinadas às sete igreja nos apresentam o juízo de Deus sobre o pecado e a bem-aventurança àqueles que permanecem fiéis às promessas de Deus. Para Sardes não pode ser diferente. Assim como a cidade estava morrendo, a igreja de Sardes também. As obras daqueles que se chamavam cristãos demonstravam que estavam mortos para Deus. Cristo conhece a fundo esta igreja e sobre ela anuncia o juízo para que acha arrependimento antes da hora derradeira, que virá sem ser anunciada. A igreja de Sardes deixou de existir e nada mais sabemos do que lhe aconteceu.
Mas, mesmo havendo o anúncio de juízo, há também um facho de luz e esperança para aquela igreja. Poucos ainda não se contaminaram e ficaram com suas vestes brancas. A vestidura branca é a marca dos cristãos, que foram lavados com o sangue do cordeiro e esses são dignos, não pelos seus atos, mas pelo que Cristo fez por eles. Este terá seu nome inscrito no livro da vida e será confessado perante o Pai, através do Filho. Temos aqui os vencedores em Cristo, que terão seu nome não riscado por causa de sua fé.
Sempre precisamos entender que a palavra de Deus, que divide salvos de condenados, é anunciada em forma de lei e evangelho. A lei é anunciada para condenar o pecado, pois Deus requer justiça; e o evangelho, que vem ao encontro do homem para solucionar o problema da falta de justiça, que é Cristo, que nos habilita a vivermos de forma agradável a Deus, cumprindo a vontade manifesta de Deus. Quem tem ouvidos (os cristãos) para a vontade de Deus através da fé será salvo e permanecerá com Deus eternamente.

Ap 3.7-13 – A carta à Igreja da Filadélfia
A igreja da cidade da Filadélfia é conhecida pelo seu zelo e coragem, especialmente pelos mártires que e profetas cristãs que de lá surgiram.
Na carta à igreja, Cristo se apresenta como representante da linhagem de Davi, tento em suas mãos a chave do reino. Ele conhece seus súditos, pois sendo fracos se mostraram fortes, permanecendo fiéis às promessas de Deus.
Novamente, um problema comum para as igrejas cristãs: a filosofia judaica, com seu legalismo, querem destruir a igreja de Cristo. Na cidade da Filadélfia eles também estão presentes e recebem a condenação de Cristo, designando-os de sinagoga de Satanás. Os judeus que mataram a Jesus, agora terão que se ajoelhar perante os cristãos, porque Cristo é vitorioso.
A vitória para os cristãos vem da Palavra de Deus que é guardada e preservada e que na hora da provação mantém o cristão no caminho de Deus, não o deixando se afastar de Deus e suas promessas. Por causa da guarda e perseverança, os cristãos serão coroados eternamente como vencedores no santuário de Deus, os céus.
Os cristãos são convidados a não se afastarem das promessas de Deus e para isso acontecer precisam se agarrar sempre mais à vontade de Deus para que o mundo não os engane e assim os afaste de Deus e de sua vontade. A nossa vitória está nas nossas mãos, quando agimos como cristãos, no caminho de Cristo.
O tema da Nova Jerusalém, que retornará em Ap 21, nos ajuda a entender a vitória de Cristo e dos cristãos, do noivo e da noiva, que juntos viverão eternamente.

Ap 3.14-22 – A carta à Igreja de Laodicéia
Hoje não mais existem cristãos na atual Laodicéia, que tem o nome de Denizli, habitada por muçulmanos. Mas no tempo de João, quando escreveu o Apocalipse, a cidade era muito próspera. O cristianismo chegou até à cidade provavelmente através de Epafras, amigo de Paulo.
Cristo se identifica como o Amém, a Verdade, a testemunha fiel e genuína da parte de Deus, o Princípio da criação de Deus, aquele que tudo criou, a quem tudo pertence.
A situação da igreja de Laodicéia era lamentável: não eram nem quentes nem frios e Jesus está a ponto de vomitá-los, mas mesmo assim Deus é longânimo e espera que a igreja se arrependa. A nível de história da igreja é importante frisarmos que no ano 361 A. D. nesta cidade foram definidos os livros do Novo Testamento.
A razão da situação da igreja está na riqueza que a cidade possuía, que infelizmente influenciou os cristãos. Estando seguros com sua situação física e moral, as pessoas viviam longe de Deus. Por isso, Jesus os chama de miseráveis, cegos e nus. Que não tem nada e que não conseguem enxergar quem está por trás de tudo.
Ao se identificar como o criador de todas as coisas, Jesus mostra à igreja o verdadeiro tesouro a ser adquirido. A mensagem evangélica está no oferecimento de Cristo do verdadeiro ouro refinado, das vestes brancas que cobrem toda nudez, o colírio que limpa os olhos e que faz enxergar bem.
Essa repreensão soa como amor de alguém que se preocupa com os seus, pois Cristo quer estar com seus e viver com eles e não quer distância. A idéia de refeição quer nos sugerir comunhão.
O vencedor é aquele que estará assentado junto com Cristo no trono do céu, aquele que viver na perspectiva da dependência de Cristo.
Percebemos como Deus ama o pecador arrependido e concede-lhe as bem-aventuranças. Sejamos nós aquele que adquirem o melhor tesouro, para receber as bem-aventuranças dos céus.

(Rev. Clóvis Prunzel)

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