2 Reis 5.1-14

Mensagem para o 6° Domingo de Epifania

2 Reis 5.1-14

Tema: O que podemos aprende com a história de Naamã?

 

Introdução:

            Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus!

 

Todas as vezes que leio uma história na Bíblia, fico meditando, refletindo no que Deus quis e quer nos ensinar através dela.  A cura de Naamã não foge à regra. Ela está aqui por algum motivo.  Então vamos estudá-la!

            Vamos partir do princípio de que todos os seres humanos são iguais, iguais no modo de agir e pensar. Algumas mulheres dizem que os homens são todos iguais, só mudam de endereço. Alguns homens também dizem que as mulheres são todas iguais, só mudam de endereço. Isso são comentários e ditos populares, mas que no fundo revelam a realidade: os seres humanos são iguais.

            Então, partindo deste princípio vamos refletir um pouco sobre a vida dos personagens principais desta história, para retermos, tirarmos dela o que ela tem para nos oferecer.

 

I. Parte: Primeira parte da história: Naamã até a sua ida ao profeta.

            Naamã é o personagem principal, por isso vamos dividir sua trajetória na história em duas partes.

            O que podemos apreender com a história de Naamã, até a sua ida ao profeta Eliseu?

            Naamã era um homem muito importante, tinha poder, prestígio e era muito conceituado. Naamã era o comandante do exército da Síria. Ah! Não podemos esquecer que Naamã era tudo isso, porém, leproso.

            A Síria lutou contra Israel e venceu, pois como o próprio texto diz: “…o Senhor dera a vitória à Síria”. Isso aconteceu porque o rei e o povo de Israel daquela época fizeram o que era mau perante o Senhor, ou seja, se afastaram de Deus.

            Naamã trouxe de Israel uma menina para ser escrava de sua mulher. Depois vamos estudar também sobre a vida dela.

            Naamã tinha tudo! Porém, tinha o que poderíamos chamar de “espinho na carne”, “cruz”, ou, simplesmente um problema grave de saúde.

            Quantos seres humanos têm tudo: dinheiro, prestígio, fama, mas têm uma doença incurável.  Quantos seres humanos têm tudo, mas têm um filho no mundo das drogas.  Quantos seres humanos têm tudo, mas têm um casamento destruído.  Quantos seres humanos têm tudo, mas têm algo que lhe tira a sua alegria. Ex. Um filho enfermo, etc…

Esses são momentos muito delicados, pois deixam os seres humanos muito vulneráveis, ao ponto do famoso comandante dar ouvidos a uma escrava, que por sinal era de outro povo e tinha outro Deus.

A doença, os problemas nos deixam muito vulneráveis. Cito um exemplo comum: Quando um casal tem um filho doente, qualquer sugestão é aceita. “Olha! Eu conheço uma pessoa que pode benzer seu filho. Sempre dá certo.”

Agora, talvez você diga: Jamais faria isso! Porém, depois de buscar em vários lugares, estando vulnerável, a probabilidade de ceder é muito grande, porque a angústia pode destruir as maiores defesas.

Várias são as sugestões que recebemos. Há aqueles que cedem ao convite dos vícios. Ex.: Bebidas, etc…

Quando estamos com um problema, qualquer conselho no sentido de “ajudar” “resolver” é bem-vindo e aceito.

Quem dera se todos recebessem o conselho e sugestão que Naamã recebeu! Sabemos que não existem muitas escravas como aquela menina, por isso, cuidado com os conselhos e sugestões das pessoas “escravas” de doutrinas do maligno nos momentos difíceis, no sentido de receber uma resposta rápida.

Agora vamos falar de uma outra personagem, depois voltamos a Naamã.

 

II. Parte: A Menina

            Tão desconhecida, sem prestígio, sem dinheiro, sem conceito, mas de uma fé invejável. Sua história se limitou a apenas dois versículos. Mas para mim, ela é a personagem principal e mais importante da história. O que aprendemos da vida desta menina é positivo e atual também.

            Em primeiro lugar, podemos destacar seu amor. Amor verdadeiro, porque vinha de Deus. Imagine você no lugar daquela menina! Seu chefe tira você da sua terra, leva você  para uma outra terra e faz você um escravo. Daí você vê seu chefe sofrendo com uma enfermidade. Não dá vontade de dizer, ou pelo menos pensar: “bem feito”, “quero ver ele se estrepar”?

            A história nos mostra que a menina demonstrou amor para com o seu inimigo. Lembram do que Jesus disse certa vez: “Amai os vossos inimigos…”.

            Em segundo lugar, podemos destacar seu testemunho. Ela falou de algo que conhecia – apontou para Deus. Não perdeu a oportunidade.

            Quantas vezes amigos e vizinhos (enfatizo a palavra “amigo”) chegam até nós e nos contam seus problemas? Talvez, quem sabe, na esperança de receber uma sugestão, mas preferimos ficar quietos, preferimos ficar calados.

No caso da menina, ela sugeriu o profeta. No nosso caso podemos sugerir a leitura da Palavra de Deus, ou até mesmo ler para tais pessoas. Podemos sugerir a participação em um culto. Podemos sugerir uma oração e até mesmo orar com tais pessoas.

            Em terceiro lugar, a menina não se importou com sua posição. Poderia ter pensado: Se eu fosse alguém importante, eu iria dar uma sugestão, iria indicar o profeta, mas não passo de uma escrava.

            Quantas vezes nos escondemos atrás de nossa posição social? Geralmente usamos como pretexto para nos esquivar de oportunidades e responsabilidades.

            Meus irmãos e irmãs! Este mundo está precisando de “meninas escravas”, como a do nosso texto. Que lição! Quantos exemplos a serem imitados!

 

III. Parte: Segunda parte da história: Naamã depois de ter ido ao profeta.

            A segunda parte da história de Naamã, segundo nós dividimos, narra o seu contato com o profeta e sua cura. Deus nos ensina várias coisas através do que ensinou a Naamã:

            Primeiro, eu não determino como Deus tem que agir. Naamã era comandante, gostava de mandar. Veja como ele queria que fosse: v.11.

           O mundo está cheio de pessoas querendo mandar em Deus. “Eu exijo…”, “eu determino…”, etc, etc…

Segundo, Deus quebra nosso orgulho, nossa arrogância. Paulo diz em 1 Co 1.27 – “Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes.”

            Naamã, por ser comandante, homem conceituado, achou uma afronta ser enviado para se lavar no rio Jordão. v. 12. Talvez Naamã pensou: o rio Jordão é para os pobres e escravos. Eu sou Naamã.!!!

            Depois de aconselhado pelos seus servos, ele se lavou e ficou curado. Não do seu jeito, mas do jeito de Deus.

            Em terceiro lugar, Deus nos ensina através da história de Naamã que Ele e suas bênçãos não são comprados, é de graça, é misericórdia.

            Naamã voltou para casa diferente. Tomou na cabeça, mas aprendeu que Deus é Deus. Ele faz e age como quer.

             Meus irmãos e irmãs! Acredito que ninguém aqui tem lepra. Acredito também que muitos não estão passando por problemas de saúde ou de outro gênero, à semelhança de Naamã.

            Mas tenho certeza que todos sofrem por causa do pecado, que muitas vezes foi comparado com a lepra. O pecado, assim como a lepra, nos consome aos poucos e nos leva à morte eterna. Isso tira nossa alegria, nossa paz, nossa felicidade.

            Hoje eu vou dar uma de “menina escrava”, vou indicá-los quem pode ajudar vocês. JESUS CRISTO. Abram o seu coração, deixem seu orgulho, sua arrogância, de lado, não tentem comprar as bênçãos de Deus. Lembrem que vocês já se lavaram no Batismo. Se vocês sentem a lepra do pecado em sua vida, vocês podem se lavar novamente através do arrependimento e pedido de perdão. Deus quer limpa-los. Deus quer limpa-los para que vocês possam sair daqui e ser testemunhas vivas do seu amor, não importando quem vocês são o que você fazem.

            Que este Deus de amor nos cure sempre, conforme sua vontade. Amém.

 

Pastor Reginaldo Veloso Jacob

                                                                                                                                                               &nbsp ;                               Ipatinga, MG

 

 

Reginaldo Veloso Jacob
Pastor da Igreja Luterana – www.ielb.org.br
Rua: Opala, 115 – Iguaçu – Ipatinga, MG – CEP: 35162-101
Fone: (31) 3821 3718 ou (31) 9251 5023 – Skype: reginaldojacob



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