O Relacionamento Familiar – Estudo para Encontro de Casais

Introdução:
O ser humano vive de relacionamento em relacionamento; ele é um ser social por excelência. Mas ele mesmo é que estabelece ou cria bons ou maus relacionamentos. Tudo depende de suas ações e reações em seu inter-relacionamento humano. Se ele quer ter um bom relacionamento familiar, por exemplo, ele vai ter que se esforçar para isso. É que um relacionamento familiar gostoso não cai do céu, não se instala por si só, mas precisa ser buscado com seriedade e empenho. O ser humano precisa aplicar certos princípios, os quais vão nortear seus contatos com os outros, especialmente sua família. E Deus lhe deu e lhe dá dicas muito claras em sua Palavra em como fazer isto, seja em suas PALAVRAS, seja em suas ATITUDES.
I – PELAS PALAVRAS
Palavras são um veículo que expressam, entre outros, sentimentos e desejos. A felicidade do casamento e da família depende de diversos fatores, e um deles é a fala ou a comunicação verbal. Por meio das palavras, COMO elas são expressas, COMO os componentes da família se tratam mutuamente através delas, se revela o desejo de EDIFICAR ou de DESTRUIR. E isto pode acontecer até inconscientemente (bons ou maus hábitos no emitir palavras).
a) Palavras que EDIFICAM: São ditas com paciência, com amor, com calma, no tempo certo, com domínio, temperadas. Estas sempre constroem. Grande parcela da felicidade familiar provém das palavras, mas não só das palavras, mas da MANEIRA como elas são ditas ou emitidas (Ler Pv 10. 19b; 12.18b; 15.4a; 15.28a; 21.23; 25.1 1; CI 4.6). Aqui não falamos tanto do conteúdo das palavras, mas do revestimento delas: a MANEIRA. Não tem sentido, por exemplo, o marido dizer para a esposa "Eu te amo", se ele diz isso com um tom raivoso ou frio.
b) Palavras que DESTROEM: São ditas com rancor, agressividade, ódio, com sentimento de vingança, remoendo o mal, em tom explosivo, aos berros e xingações. Elas revelam estultícia (loucura, falta de bom senso, "cabeça oca") e são a causa de grande parte de lares desfeitos, de filhos rebeldes e mal-criados, de cônjuges apáticos e revoltados e de um clima de constante mal-estar. Soma-se a isto ainda os palavrões tão em moda na sociedade. A agressão verbal é um dos grandes inimigos da boa intimidade e do romance conjugal! Se a agressão é contínua, se ela se tornou num hábito no relacionamento conjugal/familiar, isto vem a se tornar numa ferida aberta muito dolorida, especialmente para quem é vítima desta agressão por meio de palavras. Quem trata o familiar (esposa, marido, pais, filhos, irmão/ã) como trata o juiz de futebol, como pode esperar um ambiente cristão e agradável debaixo de seu telhado? E que testemunho de fé esta pessoa dá?
II – PELAS ATITUDES
Atitudes são reações: positivas ou negativas. A felicidade familiar depende das palavras E das atitudes positivas tomadas frente a dificuldades ou frente a decisões que precisam ser tomadas. Temos o sagrado direito de sonhar com um lar aconchegante, mas nunca se nele não sabemos ou não queremos tomar atitudes corretas: DEFENDENDO-O dos agentes destruidores e INVESTINDO nele.
1. DEFENDER O SAGRADO AMBIENTE FAMILIAR CONTRA:
a. Interferências de fora: Familiares, amigos,"amigos", práticas não cristãs, mundanismo (TV, mídia em geral). Preciso lutar pela família como instituição de Deus e não me acomodar à "nova moralidade" (= antiga imoralidade!). A vontade de Deus quanto à família não mudou desde Adão e Eva, e não vai mudar jamais!
b. Decepções e traumas de fora: Desentendimentos com colegas (trabalho, escola), com patrão, chefe de seção, membro da igreja, trânsito, etc. Nunca descarregar as frustrações, decepções e questões particulares fora de casa EM CIMA DA FAMÍLIA! Familiar não é saco de pancada. Respeitar os direitos de quem não tem nada a ver com o peixe!
c. Decepções e traumas de dentro: Mau humor, emburramento, chantagem. Ninguém agüenta por muito tempo de ter que conviver com alguém que com qualquer "pé de galinha” já faz uma janta. Doenças, decepções particulares e desilusões fazem a gente se tomar sensível, é verdade, mas nunca devem ser desculpa para descarregar na família o azedume duma vida frustrada.
d. Agressões: Verbal ou de ação (física). Ela é sinal de derrota e de falta de argumentação ou descontrole emocional: Aí se apela para a grosseria. 
Estas manifestações acima são as mais comuns contra as quais conselheiros e psicólogos têm a lutar quando tratam de problemas conjugais/familiares. Do ponto de vista bíblico, elas são algumas das muitas manifestações do velho homem.
2. INVESTIR NA FAMÍLIA, CULTIIVANDO OS PRINCÍPIOS:
a. Minha família em primeiro lugar: Se não possível quantidade de tempo, aí qualidade.
b. Da peneira: Frustrações e recalques de fora devem ficar LÁ FORA! (árvore de problemas)
c. Da transparência: Não esconder queixas e sentimentos, mas ser honesto (Mt 5.37).
d. Do PERDÃO: Pedir e dar perdão. Vinganças e revanches não convivem com perdão.
As coisas boas não acontecem naturalmente – elas são aprendidas, e normalmente com muito esforço e empenho!
Conclusão:
Ler Mt 12.37 e Tg 3. 10,1 1. A fé cristã não tem terreno mais propício e fértil para se desenvolver do que no lar onde reina o respeito verbal e o respeito físico (atitudes). O contrário é bem verdade também. (bandidos geralmente provêm de lares desajustados) Por isso os nossos lares e relacionamentos familiares são em grande parte aquilo que dizemos e fazemos no dia-a-dia e como o dizemos. O que destrói precisa ser destruído e combatido. “Eu sou assim mesmo” ou “também tenho o direito de errar” são desculpas pecaminosas. O que constrói deve ser estimulado pela leitura, estudo da Palavra e oração. NÃO É O MEU LAR EXATAMENTE AQUILO QUE EU SOU E COMO EU AJO?

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