Êx 20.3 – Não adore outros deuses (1º Mandamento)

Não adore outros deuses; adore somente a mim. (Êx 20.3)
Devemos confiar em Deus acima de todas as coisas. (Lutero)
Meus queridos irmãos e irmãs no Salvador Jesus, hoje estamos dando nosso terceiro passo em nossa caminhada de meditações a respeito dos Dez Mandamentos. Já falamos sobre a função da Lei e sua aplicação na vida do cristão e também falamos da introdução aos Mandamentos, onde Deus se apresenta a nós. Hoje queremos meditar sobre a segunda parte do primeiro mandamento, onde Deus nos ordena que não adoremos outros deuses e Lutero explica esta ordem dizendo que devemos confiar em Deus acima de todas as coisas.
Isso quase todos nós aprendemos no ensino confirmatório e, possivelmente, ainda saibamos de cor. Mas sabemos o que isso realmente significa em nosso viver? Sabemos como aplicar este mandamento à nossa vida diária? É o que queremos aprender hoje.
Deus nos ordena: Não adore outros deuses. Disso nós podemos concluir que realmente existem outros deuses. Não deuses que têm poderes divinos, mas deuses criados pelo imaginário popular ou pela intervenção de Satanás e que, por uma ou outra razão, são inimigos de Deus. E quais são estes deuses?
Estes deuses são todas aquelas coisas, objetos ou entidades em que alguém confia. E aí a lista é realmente enorme. Quantas coisas nós já ouvimos falar que são boas contra mau-olhado, que dão sorte e que nos protegem em ocasiões especiais. No interior do Rio Grande do Sul conheci pessoas que queimavam parte das folhas benzidas na missa do Domingo de Ramos como forma de espantar tempestades. As mesmas pessoas diziam que na falta destas folhas, uma peneira atirada porta afora tem o mesmo efeito.
Mas não é preciso ir tão longe para encontrar pessoas que confiam em outros deuses. Aqui mesmo, em Campo Largo, já vi inúmeras pessoas, inclusive luteranos, que usam fitas do Senhor do Bom Fim como forma de atrair a sorte, ou que carregam um terço no carro, ou ainda que deixam uma bíblia aberta no Sl 91 como forma de garantir a proteção do lar. Outros têm, junto ao portão de suas casas, algumas plantas como arruda, guiné, pimenta, hortelã, espada de são jorge, com as quais querem afastar o mau olhado e a inveja. E assim poderíamos prosseguir por horas a fio sem terminar a lista de deuses.
Lutero, em seu Catecismo Maior, ao explicar o primeiro mandamento, diz que um deus é tudo aquilo em que confiamos para nossa proteção ou sorte. E aí tanto podemos ter um ídolo quanto o Deus verdadeiro.
E de onde vêm a adoração destes deuses? Todo ser humano crê em um ou em vários seres superiores que seriam responsáveis por tudo o que acontece neste mundo. Os povos gregos, romanos, persas, nórdicos e outros tinham um deus responsável pelo mar, outro pelas plantações, outro pela caça e assim por diante. Além disso, o imaginário popular criou outras coisas que supostamente protegem ou dão sorte. Daí alguém disse que tinha sorte porque carregava um pé de coelho. Logo outros começaram a caçar coelhos e cortar-lhes as patas, uma vez que também queriam ter sorte. Quem realmente teve azar nesta história foram os coelhos. Alguém outro pregou uma caveira de vaca em sua propriedade e, com isso, imaginou que estaria livre de inveja e outros e, com isso, outros também o imitaram.
Mas há também deuses falsos criados pela Igreja, inclusive algumas denominações cristãs. Um exemplo é o culto (ou devoção) aos santos patrocinado pela Igreja Católica. Tais santos, na verdade, não passam dos antigos deuses romanos travestidos de personalidade bíblica. Fiéis destes santos, em busca de graças, lhes acendem velas e dirigem orações, na esperança de que eles possam atender suas súplicas. Outro exemplo são as campanhas, vigílias, jejuns e outros promovidos por algumas denominações evangélicas. Segundo ensinam, os que participam destas atividades recebem as graças que estão pedindo. Com isso, pregam que a resposta vêm em função daquilo que fizeram, ou seja, que a participação garante a graça.
Tanto isto quanto o culto (ou devoção) aos santos não passa de uma superstição barata e que vai totalmente contra a vontade de Deus. Em toda a Bíblia não encontramos qualquer instrução e nem mesmo uma leve insinuação de que fazendo isto ou aquilo obteremos o que pedimos.
Também é verdade que muitos ensinam que se bem não faz, mal também não. Será mesmo? Vamos ouvir o que diz a Palavra de Deus sobre o assunto. Afinal, Deus é quem realmente nos informa o que é bom ou não diante dele. (Pedir para alguém ler: Êx 20.4; Lv 26.1; Dt 27.15; Is 44.9-20). Enfim, conforme o que Deus nos diz, podemos concluir que orar a um santo ou confiar num amuleto, se bem não faz, faz muito, realmente muito mal, pois é pecado condenado por Deus e, por isso, nos torna merecedores do seu justo castigo. Aqueles que depositam sua confiança num objeto ou planta, ou são devotos deste ou daquele santo, ou ainda que confiam nas campanhas e nas correntes promovidas por esta ou aquela denominação “cristã”, estão realmente adorando um Deus falso e não no Deus verdadeiro, que abomina e tem nojo de todas estas coisas.
Por quê confiar apenas em Deus?  Esta talvez seja a pergunta que muitos estão fazendo neste momento. A primeira e principal resposta é porque esta é a ordem que Ele nos dá. Não adore outros deuses; adore somente a mim. (Êx 20.3) Somente isso já é suficiente. Mas podemos ir adiante.
Antes de nos dar esta ordem, Deus nos diz: Eu sou o Senhor, o teu Deus. E com isso Ele nos resume tudo o que Ele é. Ao nos dizer Eu sou o Senhor, o teu Deus, Deus está nos dizendo que Ele é o Criador de todas as coisas; Ele é aquele que mantém todas as coisas; Ele é aquele que tem todo o poder; Ele é aquele que sabe todas as coisas; Ele é um Deus misericordioso, compassivo e amoroso ao ponto de dar sua vida em nosso favor.
Assim, nós podemos entender este mandamento da seguinte maneira: Deus nos diz: Eu sou aquele que pode e quer dar a vocês tudo o que vocês precisam. Por isso, não busquem socorro em outros deuses, nem os adorem. Confiem em mim e adorem somente a mim. Deus nos diz claramente que Ele é o único que realmente pode e quer nos atender.
E por que as outras coisas, os amuletos, os santos e tantos outros que são tidos como poderosos ao longo de centenas de anos não podem nos ajudar? Resposta: Pelo simples fato de que são criaturas de Deus.
Então como, muitas vezes, nós vemos pessoas sendo protegidas ou terem sua confiança e suas orações a estas coisas atendidas ? Resposta: O diabo também tem poder e o seu objetivo é justamente que nós tiremos a nossa confiança de Deus e a coloquemos em outras coisas.
Mas o diabo pode nos dar proteção e atender nossos pedidos de cura ou outra coisa boa? O diabo não faz só coisas ruins? Resposta: Deus nos diz em sua Palavra que Satanás pode se disfarçar e ficar parecendo um anjo de luz. Portanto, não é nada demais que os servidores deles se disfarcem, apresentando-se como pessoas que fazem o bem. Mas no fim eles receberão exatamente o que as suas ações merecem. (2 Co 11.14-15).
Meus queridos irmãos e irmãs. Nós não precisamos de amuletos, rosários, santinhos, escapulários ou qualquer outra coisa que, conforme o diabo ensina, podem nos proteger ou dar sorte. Nós temos Deus, o nosso Deus e Senhor. Por isso, podemos confiar nele acima de todas as coisas, certos de que, assim como Ele nos deu a salvação em Cristo Jesus, com certeza também nos dará todas as outras coisas que precisarmos. Portanto, vamos depositar em Deus toda a nossa esperança, confiar nele acima de tudo e tudo o mais Ele fará. Ele, e apenas Ele é o Senhor, o nosso Deus. Não precisamos de qualquer outra escora. Amém.
(Você sabe quem é o autor desta mensagem? Informe-nos, por favor)

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