Lc 10:1, 2, 17, 18 – Palavras e ações (mensagem)

Existem coisas que acontecem em nossas vidas que nos marcam para sempre. Depois destes fatos, nós nunca mais somos os mesmos que éramos antes. E alguns destes eventos tem um impacto negativo em nossas vidas. Algumas pessoas que foram vítimas de assalto ou de seqüestro, tornaram-se mal-humoradas, irritadiças, solitárias e difíceis de se tratar. E antes de serem vítimas da violência eram pessoas amigáveis, bem-humoradas. Mas o que sofreram fez com que mudassem radicalmente a sua maneira de viver.
Por outro lado, existem fatos que mudam nossas vidas de uma maneira positiva. Existe uma história sobre um homem, ateu e anti-cristão, que visitou as ilhas Fiji, um paraíso no meio do Oceano Pacífico. Ele conversou com o governante do povo local e lhe disse que hoje em dia ninguém mais acreditava na Bíblia. Foi adiante e disse que tudo o que falavam sobre Jesus era mentira e concluiu dizendo: Hoje as pessoas sabem mais do que antigamente. Por isso eu sinto pena de você que foi um tolo crendo no que os missionários lhe disseram.
O chefe do povo de Fiji, muito calmamente, respondeu: você vê aquela pedra que está logo ali? Nela nós esmagamos as cabeças de nossas vítimas. Você vê aquele forno ali? Nele nós assamos os corpos de nossas vítimas para nossos banquetes. Se não fosse o trabalho dos bons missionários, a Bíblia e o amor de Jesus Cristo que nos transformou de selvagens em filhos de Deus, agora você estaria assando no forno!
Eu tenho certeza de que depois de ouvir o relato do chefe fijiano sobre como Jesus mudou a vida de todos os aldeões, aquele ateu já não era mais a mesma pessoa.
Os doze apóstolos acompanharam Jesus enquanto ele passava ensinando de aldeia em aldeia. Eles estavam com Jesus quando ele acalmou a tempestade. Eles estavam com Ele quando curou um leproso. Eles estavam com ele e viram a alegria que se estampou no rosto de Jairo ao ter sua filha ressuscitada. E tendo visto e ouvido tudo isso, eles não podiam ser as mesmas pessoas de antes.
Na leitura do evangelho de hoje nós ouvimos o relato de Jesus enviando setenta e dois discípulos com a tarefa de testemunhar, ou seja, contar tudo o que tinham ouvido e visto de Jesus e do Reino de Deus. Há três pontos de destaque neste relato.
Primeiro, eles deveriam viajar levemente. Por isso foram instruídos para não levar nada, nenhum objeto pessoal, nem bolsa, nem pão, nem dinheiro, nem roupa extra. Jesus queria que eles estivessem conscientes da urgência da missão para a qual estavam sendo enviados. Por isso eles não deveriam ficar se preocupando com alimentos para viagem, nem se deveriam levar uma blusa ou uma bermuda. Eles deveriam concentrar-se em sua missão. A tarefa era clara e simples. Eles deveriam sair e satisfazer as necessidades espirituais das pessoas tal como Jesus fez, ou seja, anunciar a Palavra de Deus a todos que encontrassem pelos caminhos.
Viajar leve significava que os setenta e dois deveriam confiar em Deus para as suas necessidades diárias. Jesus estava lhes dizendo que deveriam ser como os lírios do campo ou os pássaros do céu que não confiam nos seus próprios recursos para sobreviver, mas unicamente na bondade de Deus. Eles deveriam confiar na bondade divina que encontrariam em todos os que fossem visitados.
Vocês conseguem perceber o que Jesus estava fazendo com estes que estava enviando? Ele está demonstrando o vínculo vital entre fé e ação. Jesus está lhes dando uma ordem mais ou menos assim: não fiquem vivendo e falando sobre Jesus apenas entre as pessoas que já crêem nele, mas saiam e mostrem ao mundo o que acontece em suas vidas quando você realmente crê. Se você se diz cristão, então viva uma vida que demonstra sua confiança no Filho de Deus.
A situação não mudou para nós que somos cristãos hoje. Você já parou para pensar quantas vezes por semana, quanto tempo por dia nosso testemunho cristão é enfraquecido, reduzido a nada porque não reconhecemos a ligação de nossa fé com nossas ações? Nossas ações podem facilmente negar a nossa fé em Jesus.
Eu estou certo de que se pararmos por um minuto para pensar em nossas vidas, cada um de nós reconhecerá que houve momentos que agiu de modo vergonhoso. Isso nos mostra que agimos de forma contrária ao que Cristo espera de nós como seus irmãos e irmãs. O pecado está em nosso caminho. É fácil confessarmos nossa fé num momento e  negarmos a mesma fé diante de um não cristão. Ao recomendar que os 72 não se preocupassem com roupas e comidas, mas confiassem em Deus, Jesus está dizendo que eles deveriam não apenas falar aos outros sobre a fé cristã, mas deixar que seus ouvintes vissem essa fé transparecer em suas vidas, mesmo em coisas simples como roupas e comida.
Outro destaque é a segunda instrução de Jesus: quando você entrar numa casa, fique lá até que saia da cidade. Em outras palavras, a orientação é para que os discípulos aceitem a acomodação que lhes for oferecida e que não fiquem comparando preços para ver quem paga melhor. Os discípulos não deveriam se preocupar com as acomodações. Eles deveriam aceitar o que lhes era oferecido e seguir com a tarefa de anunciar a todos as boas notícias sobre Jesus Cristo.
Eu imagino como o hospedeiro se sentiria ofendido se os discípulos mudassem de casa por estarem insatisfeitos – quem sabe porque as crianças era muito barulhentas, a cama muito dura, a comida sem graça ou a casa muito humilde. Eles realmente começariam de forma errada se começassem a escolher e escolher entre as casas da cidade.
Tudo isso leva a um ponto importante: o evangelho é repartido com aqueles com quem nos relacionamos. Os discípulos deveriam ficar durante algum tempo com uma família, com uma comunidade. Precisavam conhecer as pessoas e compartilhar com elas cuidados e necessidades.
Eles não deveriam ser evangelistas de vôos noturnos: hoje aqui, amanhã ali. Não deveriam fazer um evangelismo rápido, apenas com uma pequena mensagem na porta da casa. Jesus sabia que para mostrar o significado e a importância do evangelho para muitas pessoas era preciso ter muito tempo.
E assim os discípulos foram encorajados não só a falar sobre o amor de Jesus, mas para que também fossem o amor de Jesus na comunidade que visitavam. Outra vez Jesus está dizendo: conheçam as pessoas e pela sua amizade com elas, deixe que vejam como sua fé realmente faz diferença em sua vida. Testemunhe a elas o evangelho em ação, através de tudo o que você diz e faz. Lembre-se que as ações falam mais alto que as palavras.
Hoje a situação não é nada diferente. Será que nosso testemunho seria considerado sério se disséssemos a alguém: meu amigo, Deus ama você e quer você na família dele; mas eu não estou interessado em saber se um dos seus familiares morreu, ou se você está desempregado ou enfrentando dificuldades e nem se você é um visitante em nossa igreja e esteja se sentindo perdido. Se nosso testemunho de Cristo é apenas de palavras, na verdade não estamos testemunhando. Jesus nos lembra mais uma vez que junto com o evangelho do amor devem estar as ações do amor.
Quando Jesus mandou que os 72 saíssem pelo mundo e compartilhassem o evangelho, ele lhes deu uma mensagem específica que deveria ser anunciada – e eles deveriam dizer claramente: O reino de Deus está próximo. Deus providenciou uma resposta para as dificuldades que infestam suas vidas. Deus enviou Jesus para que todos possam ser salvos.
Muitas vezes nós, eu e vocês, ouvimos pessoas que buscam aconselhamento. Escutamos seus problemas e simpatizamos com suas dificuldades. Jesus nos encoraja a fazer isso. Mas pelo nosso ouvir e falar, a pessoa preocupada precisa receber de nós a notícia de que Jesus a ama. Ele providenciou a única cura para o sofrimento em nosso mundo. Ele morreu numa cruz para dar perdão a todos e, embora todos os seres humanos sejam naturalmente voltados para o mal, ainda assim Deus quer que todos sejam seus filhos amados.
Isto é algo que precisamos ouvir sempre de novo, especialmente quando admitimos que muitas vezes falamos alto e corajosamente sobre a fé em Jesus, mas em nossas vidas demonstramos que esta fé causa uma mudança quase imperceptível. Quando ouvimos o anúncio de que os teus pecados estão perdoados, isto deve revitalizar, fortalecer a  nossa vontade de repartir com os outros esta boa notícia em palavras e ações, levando para eles a mesma alegria que experimentamos ao ouvir falar do amor e do perdão de Jesus.
E não pensem que nosso esforço apenas irá fazer diferença na vida dos outros. Quando os 72 discípulos voltaram e apresentaram seus relatórios, ouviram Jesus dizer: eu vi Satanás cair do céu como um raio! Aqueles homens devem ter sussurrado: o que ele está falando? Nós não vimos nada disso. Mas Jesus viu algo que eles não puderam ver.
Quando Jesus nos envia, ele quer nos usar para algo grandioso. Mesmo quando nosso dia-a-dia é rotineiro, Jesus está trabalhando em assuntos maiores. Nós vemos a igreja, nossa comunidade, nossas reuniões, o povo comum, uma rotina sem nada de espetacular, pessoas com todos os tipos de dificuldades. Ainda assim, Jesus vê o céu e a terra sendo transformados pela nossa ação. E por isso ele nos chama e envia para sermos parte da revolução que ele lidera contra os poderes da morte e do diabo. Nós nem sempre podemos ver isso, porque como humanos que somos, vemos apenas as coisas comuns e rotineiras da igreja.
Através de nós – de nossos cultos, escola bíblica, estudos bíblicos, ofertas, orações, visitas a doentes e sofredores de todo tipo – o reino de Deus está sendo levado adiante. Deus usa pessoas comuns como eu e você para sermos um sinal, uma testemunha de que o Reino de Deus está entrando na vida de todas as pessoas – e ele faz isso através de nós.
Quando olhamos nossa pequena congregação, só vemos pessoas comuns, como eu e você. Mas Jesus olha para nós e nosso testemunho e diz: eu vi Satanás cair do céu como um raio.
Jesus usa nossa fé e o testemunho que fazemos em nosso viver; a alegria e a paz que temos porque nossos pecados são perdoados; a mudança que Jesus faz em nossas vidas; as palavras que falamos no momento oportuno; ele usa tudo isso e muito mais para trazer o reino de Deus às outras pessoas por nosso intermédio. Que Deus abençoe o nosso ir e testemunhar no nome do Senhor Jesus. Amém.
(Você sabe quem é o autor desta mensagem? Informe-nos, por favor.)

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