Lc 16.19-31 – O recurso de planejamento de Deus

Notas Introdutórias

            Mais uma vez estamos lidando com a riqueza mundana e um dia de grandes mudanças nas circunstâncias. A história não apenas mostra a evidência da necessidade de planejamento, mas também aponta ao testemunho das Escrituras dos planos de Deus e como Ele conduz este plano.

            Verso 19: As leituras variantes que nomeiam o homem rico são rejeitadas. Parte da arte da história é deixar este egoísta mundano no anonimato eterno.

            Versos 20-21: Mas é preservado para todos os tempos o nome do insignificante mendigo, Lázaro, cujo estado de pobreza é retratado em detalhes. A negligência do homem rico para com Lázaro sinaliza sua falha em fazer amigos para si mesmo para quando chegasse o dia de prestar contas (veja v. 9).

            Verso 22: Aqui chegamos ao dia crítico, quando as circunstâncias mudam. O tratamento festivo de Lázaro contrasta com a triste descrição do fim do homem rico: apethanen… kai… etaphe. Porque Lázaro é levado ao céu (a frase incomum seio de Abraão quer significar isso) não é parte da preocupação da narrativa. Seu objetivo é advertir o egoísta e apontar a Escritura como recurso para planejar o futuro; não há uma proposta de equivalência entre pobreza financeira e um estado de graça. Se nomen est omen, poderíamos tomar a sugestão do significado do seu nome. Lázaro quer dizer aquele (a quem) Deus ajuda.

            Verso 23: O destino final do homem rico é descrito. Nós não podemos tomar os detalhes como uma descrição literal do inferno. O ponto (levando as pessoas a ouvir/entender as Escrituras) é que o homem rico e Lázaro são retratados como separados, mas capazes de se comunicar um com o outro.

            Verso 24: Agora homem rico implora pelo que ele nunca deu: clemência, cuidado, alívio do sofrimento. Sempre egoísta, ainda pensa que Lázaro deve servi-lo (Marshal, I. H., The Gospel of Luke, New International Greek Testament Commentary Series, Grand Rapids, Michigan, Eerdmans, 1978, p. 637)

            Versos 25-26: Se a parábola terminasse aqui, seu tema só realmente teria a ver com riqueza e realidade, mas ela vai adiante.

            Versos 27-28: Finalmente o homem rico pensa em outra pessoa (mas continua considerando que Lázaro deve fazer sua vontade).  Aqui aparece a real necessidade: Se durante minha vida alguém (ou uma voz) tivesse me advertido e me instruído como planejar isto!

            Verso 29: A própria parábola é um modo artístico de apresentar a tal voz do além apontando para o recurso de planejamento disponível para todos: a Palavra de Deus escrita, a Lei e os Profetas (os Escritos não devem ser excluídos).

            Versos 30-31: Esta é uma objeção típica e sua refutação. O homem, supostamente, sabe um meio melhor: mandar um dos mortos voltar (não é uma idéia nova). Mas a Palavra de Deus está disponível; pede fé, mas não falha. É pelo Seu testemunho de julgamento e salvação que Deus trabalha.

            Planejar não é fácil, mas é mais fácil quando você sabe o futuro.

Esboço do Sermão

1)      “Se eu soubesse!”

a)      O dilema humano é que as pessoas são ignorantes da grande visão.

b)      O homem rico experimento um castigo terrível depois da morte.

c)      As riquezas mundanas falharam e mostraram a necessidade de uma base melhor, mais duradoura de esperança.

2)      “Alguém que lhes fale!”

a)      O homem rico vê pessoas como ele rumando para o mesmo destino.

b)      A sugestão dele é pouco original e inaceitável.

3)      Ouçam-nos! – Deus nos dá o recurso para o planejamento.

a)      A Palavra de Deus é uma revelação especial do “Além”.

b)      Sua Palavra está livre de erros; é eterna.

c)      Sua Palavra revela Seus planos para a eternidade.

i)        Ele adverte do julgamento para produzir arrependimento.

ii)       Ele promete salvação para criar a fé.

 

GROTE, Jonathan, in Lectionary Preaching Resources – Series C, St. Louis, CPH, 1986, p. 243-245.
Rev. Éder Carlos Wehrholdt, Campo Largo, outubro de 2004, traduziu e adaptou.

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