Jo 14.23-29 – O último Legado (Estudo Homilético)

Notas Introdutórias

1.   Todo o 14º de capítulo que João refere-se a questões individuais dos discípulos sobre a eminente partida do Senhor e o destino para o qual ele irá. Tomé, por exemplo, questiona se é possível a alguém que não sabe qual o destino saber o caminho pelo qual se chegará a ele (v. 5). Jesus responde dizendo que o caminho que leva a Deus está no conhecimento da verdade sobre ele e que Ele, Jesus, é o caminho, a verdade e a vida (vv. 6-7). Então Filipe levanta uma questão sobre o conhecimento indireto de Deus, embora o intermediário seja Cristo (v.8). Mas o Senhor lembra a ele que Ele viver em perpétua união e propósito e está o Pai, suas palavras e ações são palavras e ações de Deus (vv. 9-12). Mas Jesus também diz que quando ele retornar ao Pai, um outro “advogado” será enviado (v. 16), Ele estará com seus discípulos na glória de seu corpo ressurreto (v. 19)

2.   O Evangelho é uma conversa entre Judas (o outro, não Iscariotes) e Jesus que cresce fora da promessa do Senhor de que apareceria aos discípulos. Um confinamento das aparições do Cristo ressurreto aos cristãos parece a Judas uma limitação do poder de Cristo (v.22). O texto da nova tradução standard americana manifesta isto com mais precisão: “o que aconteceu então…?” Judas imagina que algo deve ter acontecido para que Cristo limite à sua esfera de influência as suas aparições, ao invés de manifestar-se ao mundo inteiro.

3.   Em resposta a Judas, Cristo fala palavras similares àquelas do vers. 21: Se um homem me ama, ele guardará minhas palavras (v. 23). O espírito de obediência é feito proeminente, mas aqui temos uma promessa presa à obediência: Nós viremos para ele e nele faremos nossa morada. Esta é uma vinda e habitação espiritual no coração do crente obediente. A realização desta promessa está condicionada à obediência de Sua Palavra. Note que quando o Senhor diz nós viremos, Ele novamente testifica de sua unidade com o Pai. No verso 24 a mesma verdade é apresentada negativamente: quem não me ama não guarda as minhas palavras.

4.   No vers. 26 Cristo fala da função do Espírito como professor e recordador no período após sua partida. Mas estas duas funções estão intimamente ligadas. Ele ensinará o novo pelo relembrar o velho e relembrará o velho pelo ensinar o novo. Em sua função como professor, o Espírito Santo interpretará a pessoa e missão de Cristo, e em chamará as palavra de Cristo aos seus discípulos em lembrança. Ele abrirá as mentes dos discípulos para a correta compreensão de seus ensinamentos. O evangelho de João é, em si mesmo, uma ilustração do cumprimento desta promessa. Que este Espírito será enviado em Meu nome para instruir os discípulos em todas as coisas que o Jesus tinha começado a lhes ensinar.

5.    Mas Jesus reconhece uma necessidade mais imediata: Ele precisa fazer face às necessidades que os discípulos têm de consolo por causa de sua iminente separação. No vers. 27 Ele toma uma palavra de saudação que é familiar e lhe infunde um novo sentido (confira 20.19,26). Ele lhes dá um legado: Minha paz vos dou – isto seria melhor traduzido como a paz que é minha ou a paz que Ele fez. Ele fez paz no sangue da cruz: uma vez que somos justificados pela fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 5.1). Paz com Deus é o legado da morte de Cristo. Esta é a paz que Ele fez e que nós não podemos fazer com virtudes, com nossos esforços ou ações. Os discípulos testemunharam algo disso que Jesus chamava Minha paz quando eles lhe tinham visto restabelecer calma – paz –  para vidas humanas atormentadas pelo pecado. O retorno dele para o Pai não significaria a diminuição mas a exaltação da experiência desta paz, assim eles ouvem palavras tranqüilizantes: Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize (v. 27).

6.   As palavras maior que eu no vers. 28, são freqüentemente citadas pelos arianos para suportar sua doutrina da criacionista subordinação do Filho ao Pai. Mas estas palavras significam que aquele que é um com o Pai tomou o lugar de servo; Ele tornou-se homem. E como tal ele foi enviado pelo Pai e fez a vontade do Pai. Estas palavras não indicam que o Pai seja maior em poder ou divindade-

7.   Todas as pessoas, até mesmo os revolucionários como os guerreiros de Santo Agostinho, por exemplo, desejam a paz; eles estão sempre se esforçando por aquilo que imaginam ser uma condição de vida mais elevada. É verdade que às vezes podemos nos livrar de distrações, ansiedade ou problemas. Mas é do último legado que Cristo deu aos seus discípulos que nós conhecemos o significado da verdadeira paz. E este último legado – a paz dele é pessoal, genuína e oportuna.

 

Esquema do Sermão

 

O Último Legado

I. A paz de Cristo é pessoal.

A.    Esta é uma paz distintiva de sua pessoa e obra

B.    Ela vem pessoalmente um nós; é independente de e inalterada por circunstâncias externas.

II.     A paz de Cristo é genuína.

A.    Esta característica é apresentada quando Jesus contrasta sua doação com a do mundo.

B.    A diferença é duplamente compreendida quando comparada com o que o mundo oferece.

1.     O que oferecem o mundo quando apresenta o que tem de melhor? Riqueza, fama, status, conforto, elogios. O mundo não pode dar amor, perdão, ou consolação espiritual.

2.     Além disso, o modo pelo qual o mundo dá, mostra quão menos genuína é sua doação. O pensamento grego nenhum homem feliz até o dia da sua morte expressa o general que se sente do aperto fraco e instável qualquer pessoa tem em cima das coisas do mundo.

C.    O presente de Deus em Jesus Cristo é genuíno; é a paz que nunca pode ser desfeita (Rm 5.1)

III.               A paz de Cristo é oportuna.

A.    Na ocasião em que o Senhor deu seu último legado, os discípulos estavam temerosos e preocupados. Ele lhes havia falado de sua morte iminente.

B.    Nós também vivemos vidas atribuladas. O pecado é abundante; a tristeza vive ao nosso redor; a sombra da morte repousa sobre nós. Mas neste legado está a divina provisão para todas as necessidades humanas. As circunstâncias ao nosso redor podem permanecer sem modificações, mas nós somos mais que vencedores por aquele que nos amou (Rm 8.37)

 

John F. Johnson, in Lectionary preaching resources – Series C, CPH, 1986, pp. 144-147
Éder Carlos Wehrholdt, Campo Largo, PR, traduziu e adaptou – maio de 2001

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