Fp 3.12-21 – Imitemos os santos

A história dos mártires da igreja primitiva inspira tristeza em alguns e náuseas em outros. Mas para nós cristãos, elas podem nos inspirar admiração. Um casal de mártires, mãe e filho, Julita e Ciro, podem inspirar todas as três reações em nós. No ano 304 DC, quando foi dada uma ordem pelo Imperador romano Diocleciano, para que todo o povo de Icônio oferecesse sacrifícios aos deuses pagãos, uma nobre mulher, viúva, de nome Julita, decidiu deixar a cidade para a Selêucia e depois para Tarso, a fim de evitar a perseguição. Ela tomou consigo seu único filho de três anos, Ciro e duas servas. Em Tarso, porém, ela foi presa e trouxeram-na para Iconio para conduzida diante do governador, Alexandre. Ela admitiu voluntariamente que era uma cristã e por causa desta tortura, ela foi torturada.

     O governador tirou-lhe o filho dos braços e passou a usá-lo como um elemento a mais à sua tortura. Colocou-o sentado sobre seus joelhos, enquanto submetia Julita ao flagelo na frente do menino, com o intuito que renegasse a fé em Cristo.

     Como ela não obedeceu, os castigos aumentaram. Foi então que o pequenino Ciro saltou dos joelhos do governador, começou a chorar e a gritar junto com a mãe: "Também sou cristão! Também sou cristão!". Foi tamanha a ira do governador que ele com um pontapé jogou Ciro violentamente fazendo-o rolar pelos degraus do tribunal, esmigalhando-lhe assim o crânio.

     Conta-se que Julita ficou imóvel, não reclamou, nem chorou, apenas orou: “Eu te agradeço, ó meu Deus, que primeiro transferiu o meu filho ao teu reino. Permita que eu, sua serva, ainda que indigna, possa da mesma forma ser recebida aí. Guie-me, como as sábias virgens, em teu aposento matrimonial”.

     Julita continuou sendo brutamente espancada e depois foi decapitada. Ciro tornou-se o mais jovem mártir do cristianismo, precedido apenas dos Santos Mártires Inocentes, exterminados pelo rei Herodes em Belém.

     Amigos, nós não podemos ser transferidos assim tão logo para reino da glória de Deus. Nós podemos ter que esperar a algum tempo. Mas, 

IMITEMOS OS SANTOS, COMO AGUARDAMOS O SALVADOR, JESUS, O SENHOR

I. Devemos imitar os santos.

    A. Um pequeno garoto imitou a sua mãe, e nos, também, queremos imitá-la. Julita e Ciro, bem como o apostolo Paulo  e todos os santos, são pessoas que os santos devem imitar. Tal imitação é algo que próprio Paulo e Deus falando através dele, enfatiza a fazermos. Ele diz: “sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (Fp 3.17).

    B. Nós imitamos os feitos de Paulo e todos os santos.

    C. Mas mais importante é que imitemos a fé deles. Essa fé firmemente descansou em Cristo e em seu próprio martírio sobre a cruz por nossos pecados. A fé deles repousava sobre o martírio que Cristo ganhou por todos.

    II. Os inimigos da cruz de Cristo, contudo, não são para serem imitados (18-19).

    A. Os inimigos da cruz de Cristo tem a barriga como seu deus. Não como se comer alimentos fosse uma coisa ruim. O problema é que eles procuram os prazeres da carne. A preocupação ultima deles e seu deus é satisfazer seus desejos.

      1. Comida de bebida

      2. Álcool e drogas

      3. Sexo e pornografia

    B. Suas mentes estão em coisas terrenas – dinheiro e posses – não na cruz

    C. E, miseravelmente, o destino deles – o seu fim, seu salário – é a destruição

    D. Arrependam-se! Todos, de um nível social para o outro, que têm suas mentes presas em coisas terrenas.

III. Nossa terra natal é nos céus. Nós esperamos o salvador Jesus Cristo (vv.20-21).

  1. Ele nos tomará e nos dará a nossa herança
  2. Nosso corpo corruptível será transformado, quase como nosso próprio dia de transfiguração.
  3. Assim como esperamos o Salvador do céu, nós realmente esperamos que ele venha já e agora no evangelho, em breve, no corpo e sangue, na Santa Ceia, para perdoar-nos e habitar conosco.

Doxologia: A Cristo, que reina no céu, ainda presente na igreja, seja a gloria e honra, que vive e reina com o Pai, na unidade do Espírito Santo, único Deus, agora e sempre. Amém.  

        (Timothy E. Saleska, PHD, associate professor of exegetical theology, in Concordia Pulpit Resouces, Vol. 15, Part 4 – Series A, 2005, p. 29-30, 67 – Trad. Aragão) 

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