4º Mandamento – Alocução Confessional

4º Mandamento
(Conforme a explicação do Dr. Martinho Lutero no Catecismo Maior)
P: Quando perguntamos quais pecados devemos confessar o que dizemos aos filhos de Deus?
C: Examina o teu estado à luz dos dez mandamentos: se és pai, mãe, filho, filha, patrão, patroa, empregado; se foste desobediente, infiel, negligente, irado, licencioso, contencioso; se fizeste mal a alguém com palavras ou ações; se roubaste, descuidaste ou cometeste algum dano.
P: Queremos hoje examinar o nosso estado à luz dos Dez mandamentos, usando o Quarto Mandamento ou Quarta Palavra:
C – Honra a teu pai e tua mãe, para que te vás bem e vivas muito tempo sobre a terra.
P – O que é isso?
C – Devemos temer e amar a Deus e, portanto, não desprezar nem irritar nossos pais e superiores, mas devemos honrá-los, servi-los, obedecê-los, amá-los e querer-lhes bem.
P: Deus distinguiu o estado paterno e materno de modo especial, acima de todos os estados que estão abaixo de Deus. Não ordena simplesmente que amemos os pais; manda honrá-los. Dessa maneira separa e destaca pai e mãe acima de todas as outras pessoas na terra e os põe ao lado dele. Pois honrar muito mais elevada coisa é do que amar. Não abrange apenas o amor, senão modéstia, humildade e reverência. Por isso os pais devem ser tidos em alta conta e colocados no lugar mais elevado depois de Deus.
C: Razão porque devemos ver nos pais representantes de Deus, e mesmo ainda quando modestos, pobres, doentes e excêntricos, ainda assim são pai e mãe, dados por Deus. Não ficam privados dessa honra por causa de sua conduta ou em razão de fragilidades.
P: O que significa, portanto, honrar os pais, segundo esse mandamento?
C: Que os tenhamos em apreço como o maior tesouro na terra. Que sejamos respeitosos para com eles em nossas palavras, não sejamos grosseiros, não levantemos a grimpa, nem ralhemos, ao contrário, devemos deixar que tenham razão e silenciar. Compete-nos honrá-los também por meio de atos, com nosso corpo e bens, servindo-os, ajudando-lhes e cuidando deles quando idosos, enfermos ou pobres. E tudo isso se fará prazerosamente, com humildade e reverência, como na presença de Deus.
P: Se assim o fizermos, os pais terão tanto mais alegria, amor, amizade e concórdia em suas casas, e os filhos poderão cativar-lhes inteiramente o coração.
C: Por outro lado, quando batem o pé e se negam a cumprir o dever, exasperam tanto a Deus como aos pais. Com isso privam a si mesmos desse tesouro e da alegria de consciência, e enchem-se apenas de infelicidade.
P: Temos, além disso, o dever de mostrar-nos agradecidos pelo benefício e por todos os bens que dos pais recebemos. Mas aqui novamente impera o diabo no mundo: as crianças esquecem os pais, como nós todos esquecemos de Deus.
C: Ninguém pensa em como Deus nos alimenta, guarda e protege. Especialmente quando vem uma hora má, raivamos e resmungamos impacientes, e some-se da memória tudo quanto de bom havemos recebido ao longo da vida. Exatamente assim fazemos também aos pais, e não há criança que o reconheça, a menos que lhe seja dado pelo Espírito Santo. Verifica então que deles recebeu corpo e vida, e, além disso, que os pais o alimentaram e criaram. Do contrário ter-se-ia asfixiado cem vezes em sua imundícia.
P: Deus uniu a este mandamento uma amável promessa: “Para que se prolonguem os seus dias na terra”.
C: Aí temos um prêmio: quem guardar o mandamento, haverá de ter bons dias, felicidade e prosperidade. Por outro lado, o castigo: quem for desobediente, tanto mais cedo perecerá e nunca há de fruir a vida com alegria.
P: De onde, se não da desobediência, vêm tantos patifes? Por que outro motivo está o mundo agora tão cheio de infidelidade, desonra, miséria e homicídios, senão porque cada qual quer ser dono de si mesmo, perfeitamente autônomo, a ninguém dar atenção e fazer tudo o que lhe apetece?
C: Toma boa nota da grande importância que tem aos olhos de Deus a obediência, visto que tanto a exalta, tão grandemente nela se compraz e ricamente a premia.
P: Porque da autoridade dos pais se irradia toda outra autoridade. Razão porque devemos obedecer patrões e autoridades, e aos pais espirituais que nos governam mediante a palavra de Deus.
C: Aqueles que se chamam cristãos têm, diante de Deus, o dever de “considerar merecedores de dobrada honra” aos seus pastores, fazer-lhes o bem e provê-los do necessário.
P: Falei sobre esse mandamento em tantas palavras na esperança de que alguém  o acolha no coração,
C: para que fiquemos livres da cegueira e da miséria, reconheçamos verdadeiramente a palavra e a vontade de Deus e as aceitemos com seriedade.

(Rev. Horst Musskopf – Cuiab-a – MT)

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