Js 24.15 – Servindo a Deus pela função de pai (sermão)

Servindo a Deus pela função de pai.

Josué 24.15

Introdução

      Você lembra o nome de algum pai registrado na Bíblia?

      A Bíblia além de registrar o nome de pais, ainda nos apresenta a alegria e a tristeza de muitos deles. Vamos analisar, e ver o que aqueles pais têm à compartilhar conosco.

Desenvolvimento

      Primeiramente quero citar o nome de alguns pais registrados na Escritura. Abraão, Isaque, Jacó, José, Boaz, Jessé, Davi, Buzi, Amoz, Petuel, etc.

      Alguns desses pais tiveram tristezas, assim como muitos pais hoje tem. Vamos nos relembrar de muitas dessas tristezas.

      Pai do Filho pródigo, sua tristeza, foi pelo filho ter ido embora;

      Jairo, sua tristeza foi causada pela morte de sua filha;

      Arão, seus filhos, Nadabe e Abiu, foram mortos por terem trazido um fogo estranho para o altar de Deus.

      Eli, seus filhos não eram fiéis a Deus assim como ele era;

      Adão, seu filho Caim matou o seu irmão, e fugiu;

      Abraão, teve de mandar seu filho Ismael embora de casa;

      Noé, amaldiçoou seu filho Cam, por ter visto sua nudez;

      , perdeu sua esposa;

      Judá, tinha um filho perverso perante o Senhor, e o outro era desobediente, por não querer ter filhos com a esposa do seu falecido irmão.

      Faraó, seu filho morreu, por ocasião da 10º praga;

      Jacó, teve seu filho vendido, mas por mentira de seus filhos, acabou sofrendo por achar que ele tinha sido morto.

      , perdeu seus 10 filhos a fio de espada.

      Davi, viu seu filho, fruto de adultério morrer ainda recém-nascido.

      Tristezas, iguais a de muitos pais na atualidade. Ao assistirmos o telejornal, vemos irmão matando irmão, filhos sendo mortos pela polícia, (caso do garoto João Rodrigo no RJ). Maridos que perdem a esposa, pais que tem suas filhas mortas, caso da engenheira que caiu com o carro na ribanceira no RJ e ainda não acharam o corpo. Outros vivem a tristeza de filhos rebeldes, outros se preocupam com seus filhos adolescentes que estão iniciando na bebida, droga, violência, etc. Há também os pais que precisam renegar seus filhos, por serem frutos de uma traição. Ainda há pais que sofrem pó saberem que seus filhos não se combinam, vivem em pé de guerra. Tristezas, nossas e de tantos pais registrados na Bíblia.

      Muitas tristezas que pais tiveram no registro da Bíblia são devido a um fato, “os filhos terem se afastado da presença de Deus“. Os filhos de Eli, se afastaram da vontade de Deus. Eles deviam sacrificar toda a carne de animais trazida a eles, mas escolhiam a melhor parte e ofertavam as sobras. Os filhos de Arão, Nadabe e Abiu, deviam se apresentar de uma forma adequada no altar de Deus, mas não fizeram de acordo com a vontade de Deus e foram consumidos pelo fogo. Abraão não esperou o momento de Deus em cumprir sua promessa, e por isso, precisou mais tarde mandar seu filho Ismael embora. Os irmãos de José sentiam inveja e agiram de uma forma violenta com ele, o venderam para o Egito e causaram longos anos de tristeza a seu pai Jacó com a mentira da morte.

      Tristezas e alegrias, essa é a marca da vida de um pai. Esse ano estamos estudando o livro de Josué, e ali nos diz que os israelitas fizeram um pacto com os gibeonitas por não terem ouvido a Palavra de Deus, o conselho de Deus. Devido a isso, e tantas outras vezes que deixaram de ouvir a Deus, o povo foi exilado, e ficaram longe de sua pátria longos anos.

      Por se afastarem de Deus, muitos filhos causaram tristezas a seus pais. Outros, no entanto, foram motivos de alegria. Permaneciam naquilo que aprenderam desde infância. Aqui podemos citar, Timóteo, do qual Paulo exalta a fé e a fidelidade. Também o filho pródigo que retornou a sua casa. Ainda podemos citar Sansão, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Joel, etc. Filhos fiéis, dedicados, esforçados e atentos a Palavra de Deus. Filhos que se dedicaram em servir a Deus com fidelidade e de Deus não se afastaram e assim não se perderam e nem causaram tristezas a seus pais.

      Aliás, cada pai é um representante de Deus aqui nesse mundo. E como tal merece todo o nosso respeito, amor e carinho. Mas, vale lembrar nesse dia dos pais, que a autoridade está sendo questionada por todos, principalmente pelos veículos de comunicação. Os filhos, a sociedade está sendo incentivada a não respeitar aqueles que exercem autoridade, principalmente os pais. E por isso, vale lembrar a todos os pais que cabe a vocês criar seus filhos no temor do Senhor e não provocá-los a ira. Se eu e a minha casa queremos servir a Deus, uma dessas maneiras é educar meus filhos, mostrar a eles o caminho verdadeiro, admoestá-los no temor do Senhor e não provocá-los a ira que os leva ao desânimo e ao desentendimento.

      Salomão, filho de Davi, escreveu a todos os pais: “Eduque a criança no caminho em que deve andar e depois quando velho não se desviará dele” (Pv 22.6). Educar, uma tarefa árdua e complicada. Educar se faz no dia-a-dia. E justamente, por ser uma arte, como uma construção, um tijolo de cada vez, vale as palavras do pai Josué: “Decidam a quem vocês vão servir, porém eu e a minha família serviremos a Deus, o Senhor” (Js 24.15). Educar, é servir. Servir é se doar. Aqui vale lembrar que esse doar, não é doar tudo aquilo que o filho deseja. “Pai, eu quero uma moto pra sair com a galera” – “Escolhe e moto que você deseja.” “Pai, vou sair com meus amigos e não sei que hora volto” “tudo bem meu filho, apenas avise a tua mãe pra ela não ficar preocupada.

      Pais – muitos estão doando tudo o que os filhos pedem, doam espaço, tempo livre, moto, carro, bicicleta, bens, etc. Mas, não estão doando tempo para diálogo, não estão doando afeto, não estão doando educação, limites, respeito, autoridade, etc. E é por falta dessas coisas que nos chocamos com reportagens como: “Um irmão de 19 anos mata sua irmão, mãe de três crianças.” “Pai é obrigado e acorrentar o filho para que ele pare de usar drogas.” Educar, não é fácil. Ser pai, não é fácil. Aliás, cada pai é um representante de Deus aqui no mundo.

      Muitas coisas podem ser evitadas. Como? Educando os filhos no caminho do Senhor. Mas pastor, os filhos de Eli o sacerdote, foram educados no caminho do Senhor e fizeram o que era mau perante Deus. Sim! A falha não está no educar do Pai, mas no abandono do filho do caminho do Senhor, disse o Pai Salomão: “Lembre do seu criador enquanto você ainda é jovem, …” (Ec 12.1a), também vale o conselho do próprio Jesus: “Buscai, pois em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6.33), também as palavras de Isaías: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar invocai-o enquanto está perto” (Is 55.6). Um problema também é que muitos pais caíram no comodismo, “de que adianta, eu já tentei de tudo“, e assim cruzam os braços. É preciso continuar educando nossos filhos no caminho do Senhor. Esse educar é uma maneira de servir a Deus, como representante de Deus aqui nesse mundo.

     Josué tinha diante dele uma multidão que estava sendo tentada a se afastar de Deus, e como um pai, os chama a uma decisão: “A quem vocês vão servir? Eu e a minha casa (minha esposa, meus filhos) serviremos a Deus o Senhor.

      Nos importa servir a Deus o Senhor. Nos importa se doar ao Senhor. Na verdade, essa doação só é possível, porque Ele, Deus doou seu Filho Jesus Cristo por nós, e na cruz Jesus nos tornou filhos de Deus. Servir ao Senhor na atualidade irá impactar os filhos com uma grande mensagem, a mensagem da doação em favor daquele que veio para que cada um de nós tenhamos vida. Desde criança saberão que servir a Deus é se doar por aquele que se doou por nós. Doar-se ao Reino de Cristo é a melhor escolha para você pai e para toda a sua família. Mais uma vez quero chamar a atenção para o fato, “eu” – eu pai servirei ao Senhor e junto comigo minha família servirá também. Muitos esperam que só sua família sirva. Pastor, meu filho não vem mais pra igreja. Mas como se nem o pai valoriza, como o filho valorizará.

      Também cabe lembrar aquilo que o apóstolo Paulo diz: “não provoqueis a ira…” – alguns filhos, hoje pais, ficaram irados com a obrigatoriedade do ir à igreja. Dentro do lar se comenta que o culto é chato, o pastor pega no pé. Não se precisa ter programação todo o final de semana. E assim o filho ao invés de ser educado no gostar da igreja, da necessidade da Palavra de Deus, o filho espera a primeira oportunidade para parar de ir a um lugar onde ele vai porque seus pais lhe obrigam.

      Queridos Pais – não quero exagerar, mas essa é a realidade de muitos lares. Aliás, os filhos adquirem a imagem de Deus que é o nosso Pai, pela imagem que tem de seus pais terrenos. E por falar em Deus Pai, precisamos nos certificar que ele de fato é o nosso Pai e nós seus verdadeiros filhos. Diz o apóstolo Paulo aos Gálatas “Pois, por meio da fé em Cristo Jesus, todos vocês são filhos de Deus” (Gl 3.26) e por esse motivo Jesus nos ensinou a orar: “Pai Nosso…” (Lc 11.2).

      E como filhos de Deus, a exemplo de muitos filhos aqui nesse mundo, agimos com rebeldia e desobediência. Ao invés de procurarmos servir a Deus, nos dedicamos de alma e coração somente a coisas deste mundo. Procuramos ganhar o mundo inteiro, sem nos preocupar com a vida verdadeira. Ao invés de servirmos a Deus com nosso louvor, perdemos horas na roda de amigos cantando. Ao invés de servirmos a Deus com nossas ofertas, gastamos grandes somas de dinheiro em prazeres terrenos. Ao invés de servirmos a Deus dedicando tempo, amor e diálogo a família, desperdiçamos tempo, afeto e conversa nos bares, etc.

      Mas sabe, Deus é o nosso Pai, e ele também se alegra conosco. A exemplo do Pai do Filho pródigo, que “quando o rapaz ainda estava longe de casa, o pai o avistou. E, com muita pena do filho, correu, e o abraçou, e beijou” quando seu filho voltou, só pensou em dar-lhe roupas limpas e se alegrar com sua volta. Nós somos filhos pródigos, que também por vezes desperdiçamos tudo o que Deus, o Pai nos dá. E sua maior alegria é nos ver arrependidos voltando ao seu lar, aos seus braços.

      Como dito acima, todos nós erramos, e necessitamos ser chamados ao arrependimento. Deus repreende a quem ele ama, para que voltem para ele. Creio que esse seja o maior e melhor exemplo que um Pai pode dar ao seu Filho, reconhecer seus erros e pedir perdão. O reconhecer-se errado é o primeiro passo de um recomeço. Jesus disse: “Eu afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lc 15.10).

      Deus é o nosso Pai, e como Pai nunca nos desampara, aliás nos abençoa com sua presença diária, diz o salmista “é certo que não cochila, nem dorme aquele que nos guarda” (Sl 121.4). Ele está conosco a cada nova situação, também no educar os filhos, no preservar cada um nos seus caminhos, por isso dispensa a nós os seus meios da graça, Palavra, Batismo e Santa Ceia.

Conclusão

      Ser Pai é conviver em meio as tristezas e alegrias, doando-se completamente, assim como o nosso Pai doou seu filho por nós e doa todos os dias seu cuidado e amor. O nosso Pai em todos os momentos, alegres ou tristes, bons ou ruins está ao nosso lado. Somos abençoados com a presença de Deus. Amém!

Rev. Edson Ronaldo Tressmann.

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