Êx 17.12 – Honrar é Alcançar o Ombro amigo (Dia dos Pais)

(Êxodo 17:12) – Porém as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela; e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs.
      O povo de Israel, na sua viagem do Egito, onde fora escravo até o momento, para a Palestina, devia durar bem poucos dias. Deviam seguir diretamente para o norte e alcançar a Palestina. Entretanto, era impossível atravessar a península do Sinai em qualquer ponto sem entrar em conflito com uma das muitas tribos nômades que lá apascentavam seus rebanhos. A tribo amalequita é mencionada na  Bíblia como uma das mais ferozes e guerreiras, e, estando de posse das pastagens de Refidim e circunvizinhanças, não permitia facilmente que outro povo lhe roubasse as pastagens. Chegando ali os israelitas, era inevitável o encontro, pelas armas, entre os dois povos.
      Para iniciar a guerra contra os amalequitas, Moisés ordena que Josué escolha homens para a peleja e avisa que no dia seguinte, quando Josué devia iniciar a luta, Moisés, subiria ao monte erguendo a vara de Deus.
      Josué fez o que Moisés ordenara e foi combater os amaliequitas. Enquanto isso, Moisés, Arão e Hur subiram até o alto do monte.
      Quando Moisés ficava com os braços levantados, os israelitas venciam. Porem, quando ele abaixava os braços, eram os amalequitas que venciam.
      Quando os braços de Moisés ficaram cansados, Arão e Hur pegaram uma pedra e a puseram perto dele para que Moisés se sentasse. E os dois, de cada lado um, seguravam os braços de Moisés levantados. Desse modo seus braços ficaram levantados até o por-do-sol. E assim Josué derrotou completamente os amalequitas.
     Estamos no dia dos pais. Imagino vocês pensando neste momento o que essa passagem dos filhos de Israel lutando contra os amalequitas tem a ver com o dia dos pais?
     Caros em Cristo, as situações que tantas vezes vejo acontecer, seja em programas de TV ou dentro de famílias da Paróquia ou fora dela, sempre de novo me fazem lembrar esta passagem.
     Quantas vezes podemos ver coisas mais ou menos assim:

     Filhos que simplesmente querem receber tudo de mão beijada.

     Não se importam de como ou de onde isso vai aparecer.

     Nos momentos de alegria e de festa.

     Nos momentos em que tudo vai muito bem, é só viva o papai, mas quando a coisa aperta, quando não tem mais de onde tirar, ou quando a situação encrespa, filhos simplesmente dizem ou pensam: te vira velho.
     Há situações em que filhos criam situações as mais caóticas, após terem sido aconselhado pelo pai a que não tentasse realizar essa façanha, pois iria criar um momento  problemática.
     Muitas vezes esses filhos até são capazes de dizer, o que tu sabes.

     Outras vezes até chegam a dizer: eu não nasci porque quis. Quem me fez foste tu.
     Quase como Jó: “Maldito o dia em que nasci” quando as coisas não andam beleza como se sonhou.
     Quando olhamos para a passagem de Ex 17.11-13 também  poderíamos criar uma história oposta. Poderíamos nos imaginar os filhos de Israel, naquele momento em que se defrontaram com os amalequitas, simplesmente dizer à Moisés: “Não fomos nós que queríamos sair do Egito. Tu nos convenceste. Até criaste 10 pragas para impressionar Faraó, de modos que nos deixasse ir. Agora estamos aí. Te vira. Não temos nada com isso. Dá um jeito de nos conduzir ilesos até aquela terra que nos prometeste.”
     Mas não, o que podemos ver é: aqueles filhos de Israel; filhos de Moisés, pois ele era o seu guia; obedecendo suas ordens; não duvidando de nada; não questionando nenhum conselho do líder; simplesmente fazendo e acreditando no líder.
     E ainda podemos ler que Josué foi fazer sua parte com os homens que escolhera e Moisés foi para cima do monte a fim de erguer a vara de Deus.
     É aquela vara com a qual fez todos aqueles sinais diante de Faraó; com a qual partiu o mar vermelho; a mesma que a pouco ele havia tocado na rocha e dela verteu água.
     Esta vara ele levou junto para ergue-la enquanto Israel lutava contra os amalequitas.
     E podemos ler que Arão e Hur foram junto com Moisés para cima do monte. Penso que nem eles sabiam, mas foram convocados e lá estavam eles.
     La em cima do monte, Moisés ergueu os braços e assim permaneceu.
     Quanto tempo?
     De repente os braços pesados de Moisés, devido sua idade avançada, cansaram. Ele os baixou e Israel começou a apanhar dos amalequitas.
     Moisés novamente ergueu os braços que estavam cansados, mas precisava erguê-los para que seu povo novamente começasse a surrar o exército inimigo.
     Quantas vezes Moisés baixou os braços não nos é dito, mas o que nos é dito que Arão e Hur sem demora acharam uma solução.
     Procuraram uma pedra, a rolaram ou carregaram para perto de Moisés e o fizeram sentar sobre ela, com os braços erguidos e eles, de cada lado um, colocaram, imagino eu, o braço de Moisés sobre seus ombros. Um braço sobre o ombro de Hur e outro sobre o ombro de Arão. Assim as mãos de Moisés  permaneceram firmes até o anoitecer. E o fim da história é que os israelitas venceram a guerra contra os amalequitas.
     Caros filhos. Se nós procedêssemos desta forma em nossa vida, em relação a nossos pais.
     Aquele pai que na nossa infância sempre soube dar uma solução, qual ele buscava em oração, da presença de Deus.
     E nós olhávamos para ele com orgulho e dizíamos: este é meu pai.
     Agora, quando chegamos aos 14 anos em diante, e os braços do nosso pai já estão pesados, dizemos com deboche: este é o meu pai. Velho burro. Olha só como quer resolver as coisas. Quadrado. Ultapassado.
     Nos primeiros anos de ministério escutei filho falando desta forma ou coisa pior ainda. O adverti dizendo: um dia você vai estar nos sapatos do pai. Vai ter sua família e terá que solucionar problemas. Aprenda hoje com seu pai para conseguir dar cabo dos problemas em sua futura família. Hoje, lá estão eles se queixando: meu filho não me respeita.
     Caros filhos. O mandamento do Senhor nos aconselha: “Honra teu pai e a tua mãe para que te vá bem e vivas muito tempo sobre a terra.”
     Olhemos para o povo de Israel nesta situação, quando tiveram que enfrentar este grave problema.
     Olhemos para como eles honraram o líder Moisés, lhe alcançaram o ombro amigo; olhemos para o ‘porque pegaram juntos’ entraram na terra de Canaã.
     Que também sempre saibamos honrar nosso pai. Em horas desfavoráveis saibamos sentar ele sobre uma ‘rocha’, nos coloquemos ao seu lado, planejemos junto, e que nos vá bem sobre a terra por muito tempo.
     Quantas vezes olhamos para famílias vizinhas e por ciúme ou inveja, começamos a fazer mau juízo deles.
     Sejamos sempre filhos não somente deste pai que nós vemos, nosso progenitor; mas que sempre possamos ser filhos do Pai eterno que através deste pai humano nos deu a vida.
     Enquanto agirmos desta forma, dentro do mandamento (conselho) de Deus, sempre poderemos dizer ao nosso pai: FELIZ DIA DOS PAIS.
                 AMÉM.

Pastor Cildo Miro Schmidt

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