Indiana Jones e a Bíblia

Uma notícia arqueológica revelou semana passada a descoberta da igreja cristã mais antiga do mundo. O local é uma caverna subterrânea datada do período entre os anos 33 e 70 da nossa era, na cidade de Rihab, Jordânia. Segundo os arqueólogos, o local tem sinais claros de rituais realizados no início da era cristã, com cerca de doze metros de comprimento e sete de largura. A área de culto é circular com vários bancos de pedra para os sacerdotes, e com acesso a um túnel que leva a um reservatório de água. Uma inscrição no chão da igreja cita os “70 amados por Deus e o Divino”,  referindo-se aos 70 discípulos (descrito em Mateus 10.1) e ao próprio Senhor Jesus. Conforme explicam os estudiosos, nos primeiros escritos da era cristã, Jesus era chamado de “Divino”.

No ano passado assisti a uma palestra do Dr. Paul Maier, professor de História Antiga da Universidade de Michigan, Estados Unidos, onde expôs basicamente o que está no livro “Jesus, verdade ou mito?”. Nesta sua obra, o especialista sobre Bíblia e arqueologia escreve: “Muito antes de vocês passarem desta vida para a melhor, novas e emocionantes descobertas vão influenciar o texto bíblico”. E não demorou: a primeira igreja cristã encontrada numa caverna – o achado arqueológico mais interessante dos últimos tempos para o cristianismo, comprovando que o Jesus que pisou nas terras da Palestina não é mito, mentira, mas absoluta verdade do ponto de vista histórico. É um fato importante para calar a boca de muitos críticos raivosos, como, por exemplo, de certos “historiadores” com suas infundas teorias divulgadas em revistas de cunho científico.

Paul Maier conta que em certa ocasião recebeu uma carta irada de um ateu que o desafiou sobre a existência do Jesus histórico, prometendo que para cada prova daria mil dólares. “Eufórico, enumerei a ele seis lugares e pedi que fizesse o cheque de seis mil dólares… Nunca mais ouvi falar deste sujeito arrogante”, escreve Maier. De forma cativante e divertida, Maier comprova a veracidade do mundo bíblico através de uma “rodovia de três faixas”: a geografia, a arqueologia e a história fora da Bíblia. Finaliza o seu livro desafiando: “E assim, quando Jesus disse: ‘Amem ao Senhor, seu Deus, com todo seu coração, com toda a sua alma e com toda a sua mente’, por favor, levem-no a sério quando ele diz ‘com toda a sua mente’. Você não precisa anular o seu cérebro no processo de chegar à fé ou de conservar a sua fé”.

Não é o cérebro que nos liga a Deus. É a fé. E fé, segundo o texto bíblico, é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver (Hebreus 11.1). O apóstolo Paulo lembra a distância imensurável entre o raciocínio lógico e a fé que salva, ao citar que a mensagem da morte de Cristo na cruz é um absurdo para os que estão se perdendo. “Essas verdades são loucura para essa pessoa porque o sentido delas só pode ser entendido de modo espiritual” (1 Coríntios 1.18 e 2.14). No entanto, Maier tem razão, o Criador colocou em nossa cachola uma massa cinzenta. Com ela podemos pesquisar, raciocinar, analisar. Podemos ser o “Indiana Jones” em aventuras fantásticas nos surpreendentes caminhos bíblicos, e descobrir que Deus deixou marcas sob o pó do mundo antigo.         

 

  

 

Marcos Schmidt                                              

marsch@terra.com.br

pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Comunidade São Paulo

Novo Hamburgo, RS

19 de junho de 2008

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