Espiritismo à luz da Palavra de Deus

O Espiritismo
À luz da Palavra de Deus

1. Introdução – Por que examinar o espiritismo à luz da Palavra de Deus?

 Há várias razões. A expansão e o assédio do espiritismo, que desvia cristãos incautos, são motivos suficientes para que nos dediquemos a este estudo.
Desde o século 19, o espiritismo está se alastrando muito, especialmente no mundo ocidental. O Brasil, especialmente, tem sido campo fértil para a sua proliferação. Qual a razão disto, aqui em nosso país? (Opiniões).
A 1ª sessão espírita no Brasil aconteceu em 17.09.1858. Já por volta de 1950, somente em S.Paulo já havia 1.869 associações mediúnicas registradas em cartório, fora as não registradas (espiritismo, umbanda, candomblé). Na década de 70, no mesmo século, só na cidade de S. Paulo já havia 8.685.
O livro “Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, já vendeu mais de 12 milhões de exemplares em nosso país.
Um grave problema: Muitos adeptos das igrejas cristãs participam de práticas do espiritismo e acreditam nos seus ensinamentos frontalmente opostos ao Evangelho de Jesus Cristo. Por que isto acontece? (Opiniões).
Estas são algumas razões porque os cristãos precisam saber mais sobre o espiritismo.

2. Conceito

 A palavra espiritismo (fr. Spiritisme) apareceu como um neologismo criado por Allan Kardec, que o utilizou pela primeira vez na introdução de “O livro dos Espíritos” (1857), para mostrar o corpo de idéias por ele sistematizado. Espiritismo = “Spirit” (Espírito) + “Isme” (Doutrina). Este termo, popularmente (no cotidiano), significa uma designação de tudo o que diz respeito à comunicação com o além-túmulo.
A Encicloplédia Delta Larousse traz o seguinte conceito: “Filosofia religiosa que tem por objeto o aperfeiçoamento moral do homem, com base nos conhecimentos adquiridos graças à manifestação das almas ou espíritos mortos”.
O Novo Dicionário de Aurélio conceitua o espiritismo desta maneira: “Doutrina baseada na crença da sobrevivência da alma e da existência de comunicação, por meio de mediunidade, entre vivos e mortos, entre os espíritos encarnados (vivos) e os desencarnados (mortos)”.
O espiritismo tem variantes: Umbanda (análogo de quimbanda), que designa basicamente os cultos afro-brasileiros. Estas variantes são conhecidas por outros nomes: Candomblé (especialmente na Baía), mais tarde de umbanda. Dependendo da origem e do sincretismo (tentativa de conciliar crenças díspares e opostas) que assumem, os cultos afro-brasileiros recebem diferentes nomes em várias regiões do país: Pajelança e batuque (Especialmente na Amazônia); Toré (Alagoas); Xangô ( principalmente em Pernambuco e Paraíba; Catimbó (No nordeste); etc. – Todas estas manifestações têm em comum a doutrina da reencarnação e da necromancia.

3. Histórico – e formação de Allan Kardec

 Quando e onde foi o início do espiritismo? O embrião é encontrado em Hydesville, condado de Wayne, USA, num barraco de madeira onde vivia a família metodista de John D. Fox. Nas paredes e teto do quarto das meninas Katherine e Margareth eram ouvidas portes pancadas. Até que, na noite de 31 de março de 1848, Katherine, com nove anos de idade, desafiou o “invisível” a reproduzir as pancadas que ela daria. Vieram as respostas. Iniciou-se, assim, de acordo com os espíritas, a comunicação do mundo espiritual (mortos-desencarnados) com o mundo dos encarnados (vivos). Este “fenômeno” nunca foi explicado (Será que foi um “fenômeno”?).
O Congresso Internacional de Espiritismo (1925), reunido em Paris, decidiu erigir um monumento em Hydesville (USA) e fazer a seguinte inscrição no monumento: “…em homenagem à mediunidade, base de todas as demonstrações sobre que se apóia o espiritismo. A morte não existe. Não há mortos.” (Este monumento foi inaugurado em 04.12.1927).
Quem é Allan Kardec? – Allan Kardec é um pseudônimo adotado por Hippolyte Leon Denizard Rivail. Nasceu em Lion, França, em 03.10.1804, de família católica. Estudou, a partir dos 10 anos, na Suíça, no Instituto de Educação dirigido por João Henrique Pestalozzi (calvinista – cristianismo racionalista). O ambiente religioso deste Instituto era protestante-liberal, que identificava religião com moralidade. Este ambiente influenciou (determinou?) Allan Kardec. Para ele, “a moral cristã, isenta dos dogmas de fé a ela associados, estava muito próxima a um código de ética divino e racional que o homem possui”. Em resposta à pergunta 625 de Kardec, os “Mensageiros Superiores” afirmam que Jesus Cristo é o maior exemplo moral de que dispõe a humanidade (Livro dos Espíritos, página 298). Num estudo sobre a natureza de Cristo, Kardec nega a divindade de Cristo. (Obras Póstumas, 13ª Edição, pág.121). Rousseau e Pestalozzi são dois precursores da idéia de uma “religiosidade natural”, predominantemente moral. Isto é evidenciado com a publicação de O Evangelho segundo o Espiritismo e de O Céu e o Inferno.
O Prof. Antônio Flávio Pierucci, do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo, um estudioso da religiosidade brasileira, procura demonstrar que o Espiritismo não é uma religião cristã. Afirma que “os espíritas utilizam o Cristianismo para se legitimarem”. Isto é, para conquistarem a simpatia dos cristãos usam de uma roupagem cristã, citando textos bíblicos e o nome de Jesus Cristo para seduzirem e enganarem sutilmente os incautos cristãos. O espiritismo não pode ser identificado com o cristianismo porque nega o fundamento do cristianismo. Nega a divindade de Jesus Cristo, a Santíssima Trindade e outras doutrinas e ensinamentos cristãos.

4. Alguns dos principais ensinamentos e crenças do espiritismo

 3.1 – Negação da Divindade de Jesus Cristo

Este é o erro fundamental no ensino do espiritismo. Quem nega a divindade de Jesus Cristo não pode denominar-se cristão. Bastaria este ponto para que os cristãos
rejeitassem definitivamente o espiritismo.
Para os cristãos, o fundamento da fé é a Palavra de Deus. Vejamos, pois, alguns textos
bíblicos que se referem a Jesus:
a) 1 Jo 5.20: “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo, e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”.
b) Jo 1.1-2: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus”. Jo1.14: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória como do unigênito do Pai”.
c) Hb 1.6: “E, novamente, ao introduzir o Filho no mundo, diz: E todos os anjos o adorem”. Comparemos este texto com o de Mt 4. 10: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto”.
d) 1 Jo 2.22-23: “Quem é o mentiroso senão aquele que nega que Jesus é Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho, tem igualmente o Pai”. Importante lembrar: O autor das três epístolas de João e do Evangelho de João, enfrentou os ensinos do gnosticismo – que negavam a divindade de Jesus Cristo.
Existem muitos outros texto sobre o assunto.

3.2 –Negam a necessidade da expiação vicária (substitutiva)

O que é Expiação vicária? Jesus Cristo, que se assumiu também a natureza humana, cumpriu toda a lei divina e sacrificou-se em lugar dos homens, pagando toda a dívida e culpa dos homens, oferecendo, conseqüentemente, a salvação gratuita aos homens. Os homens nada precisam fazer para serem salvos e chegarem à perfeição eterna. Fazem boas obras, sim, não para serem salvos e chegarem à perfeição eterna, mas porque estão salvos gratuitamente e contam com a promessa de chegarem à perfeição eterna nos “novos céus e nova terra” que Deus implantará com a Segunda Vinda de Cristo.
O espiritismo insiste em afirmar que cada pessoa deve ser seu próprio redentor através do sistema de reencarnação. Por isso, no espiritismo a sotereologia, doutrina sobre a redenção ou a salvação dos homens, é deslocada da cristologia para a antropologia. Leon Denizard afirma: “Não, a missão de Cristo não era resgatar com seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada
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qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. É o que os espíritos, aos milhares, afirmam em todos os pontos do mundo”. (Cristianismo e espiritismo, pág.88). Segundo, ainda, Allan Kardec a “contrição é apenas o início da expiação e tem como conseqüência o desejo de uma nova encarnação para se purificar”.

Refutamos este erro e afirmamos a verdade com alguns textos bíblicos:
a) Gl 3.13: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar…”.
b) Mt 20.28: “Tal como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”.
c) 1 Pe 1.18-19: “Sabendo que não foi mediante cousas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimentos que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem mácula, o sangue de Cristo”.
d) 1 Jo 1.7: “O sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”.
e) 2 Tm 1. 9: “Que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos, e manifestada agora pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho…”
f) Ef 2.8-9: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”.
Muitos outros textos podem ser citados.
Levar alguém à crença de que pode auto redimir-se mediante o próprio esforço, é conduzi-lo diretamente ao inferno, pois a Palavra de Deus diz: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e tua casa”. Num outro texto diz: “Quem, porém, não crer será condenado” (Mc 16.16). Quem acredita em sua própria capacidade de se auto-resgatar está perdido para sempre, enquanto não se arrepender deste erro fatal.

3.3 – Ensinam a reencarnação

 O que é a reencarnação? – É a crença ou suposição da pluralidade das existências, também chamada de palingenesia (Do grego: pálin = repetição, de novo + gene(s)+ia).
Fundamentam esta crença da reencarnação nos seguintes pontos:
a) O homem é um espírito ligado temporariamente a um corpo.
b) A alma é o espírito enquanto ligado ao corpo.
c) O espírito é imortal.
d) A reencarnação é o processo natural de aperfeiçoamento dos espíritos, até que cheguem ao último estágio, ou seja, espírito puro.

 A doutrina da reencarnação tem quatro proposições:

 1ª – Pluralidade das existências. Segundo o espiritismo, cada ser humano viverá
inúmeras vezes em corpos matérias novos (encarna de novo).

Respondemos: O Novo Testamento conclama os cristãos a que estejam sempre preparados para a morte e também para o Dia do Juízo, que acontecerá na Segunda Vinda de Jesus Cristo. Pois, na morte estaremos diante da decisão eterna, e não diante de uma nova chance de voltar a reencarnar-se.
A história do rico e de Lázaro (Lc 16.19-31) não permite perspectiva de reencarnação, nem para o eternamente salvo (Lázaro) e nem para o eternamente perdido (rico).
O ladrão arrependido na cruz ouve da boca do Senhor: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43). Este ladrão não tinha desenvolvido uma vida perfeita, mas era muito pecador. Como poderia ingressar “no paraíso” naquele mesmo dia, no estado em que se encontrava? Segundo o espiritismo, não teria que voltar para, através de nova existência, tentar purificar sua vida? No entanto, Cristo o leva para a vida eterna e perfeita, mediante o perdão que lhe concede. Este ladrão confiou na obra meritória de Jesus a seu favor. Não há nenhuma referência sobre voltar para se purificar em sucessivas existências. Pelo contrário, há a certeza dada pelo Senhor de que ele estará, no mesmo dia, no paraíso.

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 O Ap. Paulo, referindo-se ao Evangelho que anunciava, tinha dito: “Porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo…” (Hb 1.12). Agora escreve: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez e depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá, segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação”. (Hb 9.27-28). “Sem pecado” – na primeira vinda carregou sobre si os pecados de toda a humanidade. Ele viera como Salvador. Na segunda vinda se apresentará como Juiz.
Na Bíblia não há nenhum fundamento para a crença na reencarnação. A Palavra fala da ressurreição. Ler: 1 Co 15 e 16; 1 Ts 4.13-18 e muitos outros.

 2ª – Progresso contínuo para a perfeição. Dizem que a lei do progresso contínuo
impele a alma sempre para novas vidas. Não aceitam um estado definitivo de
condenação (Inferno). Afirmam que, mais cedo ou mais tarde, todos chegarão à
perfeição final de espírito puro.

 Respondemos: O castigo eterno (Inferno) existe! “E irão estes para o castigo
eterno, porém os justos para a vida eterna”.(Mt 25.46). Notemos que fala em
“castigo ETERNO”, e não numa estada temporária! Lembremos novamente a
história do rico e de Lázaro. Não há volta! Existem inúmeros outros textos que
provam a punição eterna, sem volta, para os que não creram em Jesus Cristo.
“Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado”. (Mc
16.16). A eternidade será determinada pelo fato de alguém crer ou não no Senhor
Jesus Cristo. Isto, e ponto final!

 3ª – A conquista da meta final por méritos próprios. Dizem que em cada nova
existência a alma avança e progride na proporção dos seus esforços. Todo o mal
praticado será reparado com expiações pessoais, sofridas pelo próprio espírito em
novas e difíceis encarnações.

Respondemos: O centro do evangelho é “Ele tomou sobre si os nossos pecados…” (Ler todo o cap. 53 de Isaías). O homem, por si só, está morto: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados…” (Ef 2.1). “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus…” (Ef 2.8). O homem nada pode fazer a seu favor diante da justiça divina. Daí a necessidade da intervenção divina. “E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”. (1 Jo 2.2) Lembrar ainda: Gl 2.20; 1 Co 6.11; 2 Tm 1.9ss e outros.

 4ª – Gradativa independência do corpo. Dizem que, após sucessivas
reencarnações e auto-aperfeiçoamento, finalmente a pessoa chega ao estágio de
puro espírito. Negam assim a ressurreição.

Respondemos: A ressurreição é um fato e é a nossa esperança. Jo 5.28-29; Jo 6.54; 1 Co 15 e 16, etc. advogar a causa da reencarnação é negar totalmente o fundamento da fé cristã.

 3.4 – Evocação dos falecidos (necromancia)

 O termo evocar significa “chamar de algum lugar ou situação”, “fazer
aparecer”. No caso do espiritismo: “Chamar um determinado falecido,desencarnado,
para confabular com ele”.
O espiritismo se apresenta como a “terceira revelação”. Dizem que a primeira foi
por Moisés, que revelou aos homens a existência de um Deus único e os 10
Mandamentos. A segunda, por Jesus Cristo, mostrou que Deus não é terrível,
ciumento e vingativo como Moisés o revelara. Revelou ainda a imortalidade da alma e
a vida futura. A terceira, dizem eles, foi através dos espíritos, principalmente do
“Espírito da Verdade”, o “Consolador”, prometido por Jesus.

 

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Respondemos:

a) Em primeiro lugar, a promessa de Jesus sobre a vinda do Espírito da Verdade
não foi tão vaga para um futuro tão incerto, nem tão pouco “espíritos”, como
eles alegam. Em Lc 24.49, Jesus diz: “Eis que envio sobre vós…”. Não será
uma evocação pelos discípulos (foram eles médiuns?), mas será enviado, será
uma iniciativa de Deus, não iniciativa dos homens!
b) Em Jo 14.16, Jesus afirma: “Ele vos dará outro Consolador, a fim de que
esteja para sempre convosco”. É afirmado que “Deus dará…”. E mais: “esteja
para sempre convosco”. Não estará presente quando evocado eventual e
esporadicamente, mas sempre! Além disto, fala no singular, fala do Espírito
Santo, e não de qualquer “espiritozinho” que anda vagando por aí. Usar o
texto acima para querer justificar a possibilidade de evocar espíritos de
pessoas mortas é usar o santo nome de Deus em vão e blasfemar contra o
Santo Espírito!
O Espírito Santo está sempre com os cristãos. Caso contrário, não teríamos
condições de ser e permanecer cristãos. “Não sabeis que sois santuário do
Espírito de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Co 3.16). (Ler
ainda: 1 Co 12.3; At 2.1-4 – que relata a descida do Espírito Santo, e outros
textos).
c) Mesmo os anjos, que são espíritos, não podem e não devem ser evocados
pelos humanos. Nós pedimos a Deus para que Ele os envie para a nossa
proteção. Lc 1.26-28: “Gabriel…enviado por Deus”.
d) Diferente é a situação quando a iniciativa é dos homens. Quem pretende provocar a manifestação de algum falecido para dele receber mensagem ou notícia, pratica a necromancia, expressão que vem do grego nekrós (falecido, morto) e mantéia (adivinhação). Quem tenta, pois, comunicar-se com espíritos de falecidos com o fim de colocá-los a serviço do homem, realiza um ato conhecido como magia. Magia branca, quando a favor de alguém e pelo bem. Magia negra, quando para o mal. A magia negra também é denominada de malefício, de feitiçaria ou bruxaria. Todas estas tentativas de comunicação são conhecidas como evocação.
A Bíblia tem respostas claras e definitivas sobre este assunto. Verifiquemos os seguintes textos:
Lv 19.31: “Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles: Eu sou o SENHOR vosso Deus”.
Lv 20.6: “Quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros para se prostituir com eles, eu me voltarei contra ele e o eliminarei do meio do seu povo”.
Ler ainda: Lv 20.27; Dt 18.10-14; 2 Rs 17.17; Is 8.19-20; 1 sm 28.3-25; Êx 22.18. No texto de 1 Sm Deus anuncia os castigos de Deus.
O mandamento divino não foi revogado no Novo Testamento:
At 13.6-12; At 16.16-18; At 19.11-20; Gl 5.20-21; Ap 21.8; Ap 22.15…

O rico e Lázaro – (Lc 16.19 ss) – Ensinamentos muito significativos:

a) Já no além, após a súplica, o rico é informado de que a separação de
ambos é definitiva e a comunicação entre eles é impossível. A resposta é
clara e dura no versículo 26: “E, além de tudo, está posto um grande
abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para
vós outros não podem, nem os de lá passar para nós”.
b) Depois, o rico apela para a filantropia, vs.27 e 28: “Pai, eu te imploro
que o mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que
lhe dê testemunho a fim de não virem também para este lugar de
tormento”. Parecia uma boa sugestão. Estabelecer-se-ia um útil
Intercâmbio entre os “desencarnados” e os “encarnados”. Poderia haver
uma troca de informações e esclarecimentos, baseada na experiência
“viva” dos mortos.
(Nota: Não há fundamento para se afirmar que o rico acompanhava os
os fatos que aconteciam na terra após a sua morte. Ele apenas está com
lembrando os fatos que conhecia ao partir da vida terrena).
b) Mas, de novo, a resposta do céu é seca, v. 29: “Eles têm Moisés e os
profetas;ouçam-nos”.

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c) O rico continua insistindo com a justificativa, V. 30: “Não, pai Abraão; se
alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão”.
d) A resposta do céu, porém, é sem rodeios, V.31: “Se não ouvem a
Moisés e aos profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que
ressuscite alguém dentre os mortos”.
É a rejeição final da proposta espírita!

 Neste texto não está em discussão a questão se Deus deseja ou não a
salvação de todos. É claro que ELE a quer. A Palavra de Deus informa: “O
qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno
conhecimento da verdade”, está escrito em 1 Tm 2.4. Na história do “Rico e
Lázaro”. Deus não quer deixar ninguém na ignorância sobre a situação eterna
dos que morreram. Para levar as pessoas à salvação, Deus estabeleceu uma
maneira de fazer isto: Através da revelação de Jesus Cristo e de sua Palavra.
Na história está registrado: “Eles têm Moisés e os profetas”. Moisés representa
a lei, os profetas o evangelho. Na realidade, podemos dizer: “Eles têm a
Palavra de Deus, a Bíblia”. Em outras palavras: “Eles, os encarnados, que
aceitem a Palavra e se deixem orientar e conduzir por ela”! Deus não
concorda que haja uma comunicação entre mortos e vivos.
Examinemos ainda: Ef 1.9-10; Jo 1.1-18.

5. Cuidado!

a) O Senhor Jesus alertou sobre o surgimento de falsos profetas:
“Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” (Mt 24.11)
Outros textos: Mt 7.15; Mt 24.24; Mc 13.22; 2 Pe 2.1 e outros.

b) Deus chama atenção sobre o ensino diferente ou contrário:
“Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho; o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema (amaldiçoado)”.
Os livros do espiritismo tentam impor “evangelho que vá além”.

c) A Palavra de Deus revelada aos homens e registrada na Bíblia permanece para sempre e não será superada por qualquer outra “revelação” ou desatualizada:
“Porque em verdade vos digo: Até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra”. (Mt 5.18) .

d) Como interpretar os “fenômenos” que são manifestados nas sessões espíritas?
d.1) Cuidado com os truques e as fraudes que são preparados para dar a aparência de uma manifestação de um espírito.
d.2) Especial atenção precisa ser prestada ao que Satanás pode apresentar. Diz o
texto sagrado, a Bíblia: “Porque os tais falsos apóstolos, obreiros fraudulentos,
transformando-se em apóstolos de Cristo. E não é de se admirar; porque o próprio
Satanás se transforma em anjo da luz”. (2 Co 11.13-14). Ele pode fazer sinais e
prodígios, através dos seus agentes, que são os falsos doutrinadores, para
enganar, se possível, os próprios cristãos. “Pois surgirão falsos cristos e falsos
profetas, operando sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios
eleitos” (Mc 13.22). Portanto, não nos deixemos enganar com sinais e
manifestações extraordinários, para os quais não encontramos explicação humana.
Então, toda a vez que acontecerem sinais e prodígios, através de pessoas que
invocam espíritos de mortos, coisa proibida claramente por Deus, podemos ter a
certeza de que é coisa diabólica e altamente perniciosa e perigosa à nossa fé
verdadeira.

e) É importante e vital permanecer no ensino aprendido da Palavra de Deus:
“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste…” (2 Tm 3.14)
Jesus diz: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará …”. Jo 8.32

6. Outras ensinamentos

 Há muitos outros ensinamentos que poderíamos aqui mencionar. No entanto, bastam estes que mencionamos para que todos percebam quão perniciosos são os ensinos do espiritismo.
É importante que todos busquem o entendimento da Palavra de Deus para que saibam as verdades de Deus e saibam resistir ao assédio do espiritismo.

7. Conclusão

 Obrigado, Senhor, porque revelaste o teu maravilhoso evangelho da salvação em Jesus Cristo para todos nós. Mantém-nos na fé verdadeira e conduze-nos sempre, pelo teu Santo Espírito, na verdade do teu santo evangelho durante todos os dias de nossa vida!

Rev. Martinho Sonntag

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