Mt 9.37-38 – A colheita espera pelos ceifeiros

Mt 9.37-38 – A COLHEITA ESPERA PELOS CEIFEIROS

 Aqui temos um dos ditos mais característicos que Jesus jamais havia pronunciado. Quando ele e os dirigentes religiosos ortodoxos de sua época olhavam as multidões de homens e mulheres comuns, as viam de duas maneiras completamente distintas. Os fariseus viam povão como palha que devia ser queimada. Jesus os via como uma boa colheita que devia ser colhida e guardar. Os fariseus, em eu orgulho, esperavam a destruição dos pecadores. Jesus, em seu amor morreu pela salvação dos pecadores.

 Mas aqui também encontramos uma das maiores verdades cristas, e um dos supremos desafios do cristianismo. A colheita nunca será recolhida a menos que haja colhedores que façam o trabalho. Uma das brilhantes verdades e fundamental da fé cristã é que Jesus Cristo necessita homens e mulheres. Quando estava na terra sua voz apenas podia alcançar a uns poucos. Nunca saiu da Palestina, e todo um mundo estava aguardando. Todavia quer que os homens escutem as boas novas do Evangelho, mas ninguém escutará na a menos que haja homens e mulheres o comuniquem. Jesus quer que os pequenos sejam instruídos na fé, mas nenhum pequeno será instruído a menos que surjam mestres que lhes ensinem; Jesus Cristo quer que todos os homens escutem as boas novas, mas ninguém nunca escutará a menos que haja quem esteja disposto a cruzar os mares e as cordilheiras levando a mensagem.

 A oração  não basta. Alguém pode dizer: “orarei pela vinda do reino de Cristo todos os dias de minha vida.” Mas neste caso, como em tantos outros, a oração  que não vai acompanhada pela ação carece de valor. Martinho Lutero tinha um amigo que compartilhava com ele seus pontos de vista sobre a fé cristã. Este seu amigo também era monge, e os dois fizeram um acordo. Lutero desceria ao povo e para o calor da batalha pela Reforma da igreja no mundo; o amigo se ajoelharia no mosteiro e o sustentaria com suas orações. E começaram a atuar de acordo a este plano. Então, uma noite o amigo de Lutero teve um sonho. Viu um enorme campo de trigo, tão vasto como o mundo inteiro; nele havia um homem solitário que estava fazendo o trabalho da colheita – uma tarefa evidentemente muito superior a suas forças. Então conseguiu ver o rosto do ceifeiro solitário  – era Martinho Lutero. E como um relâmpago viu a verdade que seu sonho lhe revelava. “Devo deixar minhas orações”, disse para si, “e me colocar a trabalhar.” E abandonou o refúgio piedoso de suas orações, desceu para o mundo a trabalhar na colheita.

 O sonho de Jesus Cristo é que cada cristão seja um missionário e um colhedor. Alguns, talvez, não poderão fazer outra coisa que oferecer suas orações, porque a vida os tem impossibilitado, e suas orações, por certo, serão a fortaleza dos obreiros. Mas esse não é o caso da maioria de nós, que temos um corpo forte e uma mente sã. Com certeza, a ceara, precisará ser recatada (passar mais vezes) algumas vezes “branca para a sega”, todos nós devemos ser colhedores, porque há alguém que cada um de nós pode – e deve – levar a Deus.

 

Rev. Cildo Miro Schmidt

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