Rm 5.6-11 – Sermão

Romanos 5.6-11
Caros irmãos e irmãs em Cristo nosso Senhor!
O amor de Deus pelas criaturas humanas é surpreendente! É tão grande que a humana razão não consegue entender.
Ninguém, nem adão e Eva podiam imaginar que Deus iria perdoar o pecado deles e dar-lhes uma segunda chance de viver eternamente na bendita comunhão com o Pai celeste.
O apóstolo Paulo fala em nosso texto daquilo que Deus faz para tornar-nos seus amigos! São três verdades em destaque:
Primeira: Por seu poder Deus nos faz reviver espiritualmente. Segunda: Pelo sacrifício de Cristo, Deus paga nossa dívida de pecador; Terceira: Deus nos transforma em seus amigos para amar os outros amigos dele.
I – Deus nos faz reviver espiritualmente porque, segundo as palavras do apóstolo: “Nós não tínhamos força espiritual.” Isto quer dizer, que por causa do pecado original, todos estávamos mortos em nossos delitos e pecados, todos éramos inimigos de Deus, todos desejávamos apenas o mal, todos estávamos a caminho do inferno, todos obedecíamos ao pai da mentira. E ainda mais, ninguém possuía forças próprias para sair da situação de pecador, ninguém por sua própria razão ou força podia tornar-se amigo de Deus, ou livrar-se de sua culpa de pecador. Mas Deus por sua graça, por seu amor interveio, nos deu poder; a força para ressuscitarmos espiritualmente, para iniciar uma nova vida, agora como amigos de Deus, agora como herdeiros do céu.
II – Como faz Deus isto? Responde o apóstolo na epístola do dia: “Cristo morreu pelos maus, no tempo escolhido por Deus.” Eis o destaque para a grandeza do amor de Deus. Ele nos amou quando ainda éramos maus. Lembra o apóstolo que a razão humana talvez poderia entender se alguém morresse por um bom, mas ninguém por um mau. Cristo morreu por nós quando éramos maus. Ele pagou a nossa culpa de pecados para provar que Deus nos ama, que Deus nos salva, que Deus deseja a nossa felicidade eterna.
A iniciativa para uma nova vida, a iniciativa para deixar a vida de pecados, a iniciativa para crer em Jesus não partiu das pessoas humanas, mas exclusivamente do Senhor nosso Deus.
Portanto, se nós hoje cremos em Jesus, se amamos a Deus, se estamos consolados com as promessas da vida eterna, tudo isto é prova do amor que Deus nos tem. Por isto, a ele seja toda honra, toda a glória, e todo o louvor.
III – Ao transformar-nos em seus amigos, Deus fez algo que nossa razão jamais entende!
– Nossa razão não entende porque Deus sacrificou seu próprio Filho em favor de seus amigos.
– A nossa razão não entende porque Deus quer transformar seus inimigos em amigos. Segundo nossa razão inimigos precisam ser eliminados, mortos.
– Nossa razão não entende como, ou porque Deus nos dá o dom da fé no Santo Batismo, sem que houvesse participação alguma de nossa parte.
– Nossa razão humana não entende como Deus nos dá na Santa Ceia, com o pão e o vinho o santo corpo de e sangue Cristo.
– A razão humana não compreende o porque do amor de Deus, muito menos que este amor é de graça, sem cobranças, se não apenas gratidão!
Por isto o apóstolo destaca aquilo que acontece conosco a partir do momento em que somos transformados em amigos de Deus.
O apóstolo afirma que nós fomos transformados em amigos de Deus: –
1º “Para sermos salvos pela vida de Cristo!” Deus nos criou para vivermos em sua comunhão, para participarmos de seu reino, para sermos eternamente felizes. A idéia de que Deus é inimigo da humanidade, que Deus quer castigar com o fogo do inferno, procede de Satanás, não de Deus. Deus não tem prazer na morte do ímpio.
2º “Deus nos transformou em seus amigos “para nos alegrarmos por causa daquilo que ele fez por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” Deus quer ver a alegria de seus filhos, seus amigos que ele resgatou pelo sangue de Jesus. Quando alguém é curado de uma doença grave que ameaça seu corpo, fica imensamente grato ao médico que conseguiu a cura. Bem maior deve ser a nossa alegria, nossa gratidão a Jesus que curou a nossa alma da doença mortal, chamada pecado.
Curados do pecado, somos desafiados para com alegria, com gratidão promover o nosso médico, o nosso Senhor Jesus Cristo, como Salvador, como o único caminho que nos leva ao Pai. Nós não podemos deixar de falar daquilo que vimos e ouvimos, daquilo que o amigo Jesus fez por nós.
3º Deus nos transformou em seus amigos, “para sermos amigos dos amigos de Jesus.”
– Amigo fala do amigo! Se somos amigos de Deus, amigos de Jesus, esta amizade não pode ficar escondida. Nós precisamos dizer a proposta do amor de Deus aos nossos amigos aqui na terra.
– Amigo que conhece o pão da vida reparte o mesmo com os outros. Deixaríamos de ser amigos de Deus caso deixássemos de ensinar o caminho da salvação aos outros.
– Amigos, que tem a Jesus como amigo maior, se congregam para celebrar o seu louvor, para proclamar a sua mensagem de vida eterna.
Portanto, o culto de hoje, como todos os demais que proclamam a salvação de Deus, é a celebração mais solene, mais bonita, mais significativa que pessoas humanas podem ralizar sobra a face da terra.
Que a glória do Senhor resplandeça sobre nós hoje e sempre. Amém!

Autor: Rev. Waldemar Reimann.

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